O infectologista Unaí Tupinambás, que faz parte do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte e é professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o Brasil pode ter uma 3ª onda da doença nos meses de junho e julho, podendo ser ainda pior que a 2ª onda registrada em março e abril.
“Essa flexibilização em várias capitais do Brasil nos preocupa porque temos essas variantes mais agressivas e mais transmissíveis, que vão estar circulando. A vacinação lenta também nos preocupa. Temos o outono/inverno que favorece a aglomeração e também pode impactar com infecção de outros vírus, como, por exemplo, o respiratório essencial. Nesse período de outono/inverno (o vírus) pode ser bem tenso ainda”, avalia.
O especialista acredita que o país pode entrar em mais uma onda da doença em 30 dias: “Talvez a gente tenha uma 3ª onda no Brasil. A gente acredita que o país chegue ao final de julho com 500 mil mortes provocadas pela doença. Isso é uma catástrofe”.

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