Estudos apontam que a vacina dos laboratórios da BioNTech SE e Pfizer é menos eficaz contra a variante Delta. Recente pesquisa de cientistas de Israel sugerem que, embora a vacina seja suficiente para combater sintomas mais graves da Covid-19, a vacina tem apenas 39% de eficácia nos casos provocados pela nova variante.
Segundo o estudo, após as duas doses, a vacina foi 39% eficaz na redução do risco de infecção. A pesquisa foi feita durante um período em que a variante Delta dominou os casos em Israel. Já em prevenção de sintomas graves, a vacina se mostrou foi 91% eficaz.
Durante entrevista ao jornal americano Wall Street Journal, o CEO da BioNTech, Ugur Sahin, confirmou que a proteção é menor. “O número de anticorpos estão caindo”, disse Sahin, referindo-se à unidade de medida dos anticorpos contra o vírus. “A proteção da vacina contra a nova variante é consideravelmente menor.”
Contudo, ambas as empresas disseram que estão confiantes na proteção e segurança da vacina com as duas aplicações, já que previnem doenças graves e hospitalizações. Já sobre a necessidade de uma possível terceira dose, Sahin afirmou que não tomará posições sobre o assunto e que quem deve decidir são os governantes do países.
Na última semana, a Pfizer afirmou que pode pedir ao governo dos Estados Unidos que autorize o uso de uma terceira dose, como forma de reforço. “Este debate deve prosseguir sem nós: nós apenas forneceremos dados e os governos precisarão nos dizer o que desejam”, declarou.

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