Nos últimos tempos, os moradores de Joinville (SC) perceberam que suas redes sociais não eram iguais às das pessoas do restante do país. Mesmo depois de um ano à espera de uma vacina contra a Covid-19, as pessoas do município não estavam postando fotos comemorando o momento tão aguardado. Mistério? A explicação é simples: a prefeitura da cidade decidiu que o imunizante seria aplicado nos glúteos, não nos braços, como tem sido mais comum no Brasil e no mundo.
Mas nem por isso era impossível tirar foto do momento da aplicação. Alex Sander Magdyel, 27, capturou o momento em que sua namorada recebeu o imunizante e postou numa rede social. Antes de chegar sua vez de ser imunizado, o assessor parlamentar levou os pais para receberem a injeção e, ao chegar no posto de vacinação, os três ficaram surpresos com o local de aplicação. Mas nem ele nem seus pais ficaram constrangidos. "Parece que as únicas pessoas de Joinville que têm foto são eu, meu pai, minha mãe e minha namorada", diz.
A namorada, Laura Braz, 25, também já estava avisada de que a aplicação não seria no braço quando foi ao posto na última sexta-feira (20). Mas não importava. "Eu iria nem que fosse receber uma vacina na testa", diz, brincando. O momento foi o evento mais esperado por ela e sua família desde o início da pandemia. Por isso a doutoranda na Universidade Federal do Rio Grande do Sul fez questão de postar a foto. Algumas pessoas estranharam. "O pessoal estranhou. As pessoas ficaram falando que tomaram no braço, que seus parentes tinham tomado no braço. Mas aqui é padrão, todo mundo está tomando no glúteo", diz.
A recomendação do Ministério da Saúde é que a aplicação seja feita via intramuscular, no músculo deltoide, que fica no braço. Caso haja algum impedimento ou especificidade, a pasta permite a aplicação no músculo vasto lateral da coxa e, por último, indica a região ventroglútea, que fica nos glúteos.
Renato Kfouri, pediatra infectologista e secretário da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), diz que hoje a grande maioria das vacinas é aplicada no braço, pois estudos indicaram menor resposta de anticorpos quando os imunizantes são aplicados no glúteo. Ele afirma, porém, que não há estudos que demonstrem menor eficácia da vacina por ser aplicada nessa região.
"Praticamente todos os estudos e licenciamentos são feitos só em braço e, quando é em criança, (a aplicação) é na perna, na coxa. E as vacinas saem em bula com recomendação de aplicação de deltoide, no braço. Não há com a Covid nenhuma demonstração de que tenha eficácia menor, mas com todas as vacinas isso hoje já é uma constante", afirma.
Em vídeo postado no perfil do Facebook da Prefeitura de Joinville, Fabiana Fernandes de Almeida, enfermeira e gerente de vigilância em saúde, afirma que o município optou por aplicar a vacina no glúteo pois a região fica menos dolorida e causa menos reações locais. Além disso, a enfermeira diz que já é rotina na cidade a aplicação ventroglútea de qualquer imunizante.

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