
O Governo de Minas Gerais tem adotado uma série de medidas para conter o surto de febre amarela nas regiões endêmicas de Coronel Fabriciano, Teófilo Otoni, Manhumirim e Governador Valadares. Entre as últimas ações criadas pelo Estado está a campanha Contra a Febre Amarela, a Vacina é sua Maior Proteção, que já está sendo veiculada nas áreas de risco.
Por meio de anúncio em jornais, cartazes espalhados pelas cidades e inserções em rádios e TVs a intenção é conscientizar a população local – sobretudo os que vivem nas áreas silvestres, rurais e de mata – para a importância da vacinação. Uma cartilha com respostas para as principais dúvidas e informações detalhadas também está sendo distribuída nas áreas de risco.
Antes, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) já havia lançado o hotsite que esclarece todas as dúvidas sobre a febre amarela. No endereço eletrônico www.saude.mg.gov.br/febreamarela o cidadão encontra orientações sobre vacinação, dicas de prevenção, respostas para as perguntas mais frequentes e as últimas notícias relacionadas ao assunto.
Novos leitos
Para atender ao número crescente de casos prováveis de febre amarela, o Hospital Eduardo de Menezes, unidade da rede Fhemig referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, vai aumentar os leitos disponíveis. Inicialmente, 42 leitos, sendo 32 de enfermaria e 10 de CTI, foram reservados para tratar de casos da doença. Agora, mais 8 leitos de CTI estão sendo preparados.
A medida já havia sido anunciada pelo governador Fernando Pimentel, que também assinou dois despachos definindo como prioridade o investimento de R$ 26 milhões para ações de enfrentamento ao surto da doença nas unidades regionais de saúde de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni.
Em 2017, até está segunda-feira (16/1), foram notificados 152 casos suspeitos de febre amarela, sendo que desses 37 são casos prováveis, cujos pacientes apresentaram quadro clínico suspeito e exame laboratorial preliminar reagente. Em relação aos óbitos, foram notificados 47, sendo que desses, 22 são considerados óbitos prováveis de febre amarela.
Cuidados com a doação
Diante da confirmação do surto de febre amarela, a Fundação Hemominas adota medidas cautelares que reforçam a segurança transfusional e não comprometem a qualidade do sangue.
A primeira delas é o reforço da importância de o candidato à doação fornecer informações sobre viagens e visitas às áreas afetadas. Caso ele seja proveniente destes locais, o candidato ficará 30 dias inapto a realizar a doação. Já o doador que teve febre amarela somente poderá doar sangue 6 meses após a cura.
Ao agendar pelo serviço telefônico 155, opção 8, o doador também deverá informar ao atendente se recebeu a vacina contra a febre amarela. Caso ele tenha sido vacinado, ficará impedido de realizar sua doação por quatro semanas, a contar da data da vacinação.
Durante a triagem clínica que antecede a doação os doadores também são orientados a informar se apresentarem sintomas ou sinais sugestivos de arbovirores (dengue, chikungunya e zika). Se houver aparecimento de sintomas de arboviroses em até 14 dias após a doação, como febre e dor de cabeça, o doador deve entrar em contato com a unidade em que realizou a doação.

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