O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou nesta tarde de quinta-feira (3) o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos na capital mineira. Durante entrevista para o Balanço Geral, da Record TV, Kalil estabeleceu que o decreto iria ser oficializado ainda hoje.
"Vamos desobrigar (o uso) da máscara em lugares abertos em Belo Horizonte. Hoje, é só publicar. Máscara em lugar aberto em BH não precisa mais", afirmou o prefeito. "Eu aconselho a usar. Temos que preservar transporte público, preservar lugar fechado. Mas estamos aliviando a cidade pelo esforço, sacrifício que foi feito pela população", explicou.
Após a confirmação do prefeito, o infectologista Unaí Tupinambás, integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte, disse que a flexibilização foi pautada em, pelo menos, três fatores.
O primeiro: a baixa eficácia de transmissão da covid-19 em lugares abertos. "O grande problema são os espaços fechados", explica. O segundo: a cobertura vacinal no município. O terceiro: a exposição recente da maioria da população à variante Ômicron, responsável por explosão de casos no início de janeiro, o que aumentou a resposta imune dos infectados.
Flexibilização no uso de máscaras em Minas
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais também tem estudado a flexibilização no uso de máscaras. Segundo o Secretário de Saúde do estado, Fábio Baccheretti, a medida é vista com "naturalidade". Conforme anunciado pelo em entrevista exclusiva à Itatiaia a flexibilização no uso de máscaras em Minas Gerais foi adiada por conta da variante Ômicron, mas deve ser anunciada ainda na próxima quinzena, considerando a melhora nos níveis da covid-19.
"Nesse momento a gente tem 80% da população vacinada com duas doses, mais de 40% com reforço. A Ômicron se demonstrou nesse público vacinado um efeito muito menor de internação. Tivemos mais casos do que ano passado na onda roxa, mas muito menos óbitos. Não passamos a ocupação de leitos de 40%", afirmou o secretário. "Diante da queda vertiginosa, a gente tem a expectativa que nas próximas duas semanas a gente tenha o menor número de casos diários de toda a pandemia. Provavelmente deve acontecer essa desobrigação em locais abertos, parques, ruas. Deve aumentar essa discussão na primeira quinzena de março", explicou Baccheretti.

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