
Os dois réus acusados de participação na morte do vereador de Funilândia, Hamilton Moura, são julgados pelo Tribunal do Júri, no Fórum Lafayette, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (26). Hamilton foi morto em julho de 2020, no bairro Vista Alegre, em BH.
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi feito a mando do ex-vereador de Belo Horizonte, Ronaldo Batista de Morais devido a denúncias feitas pela vítima à imprensa e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre supostos desvios de dinheiro no Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transporte de Cargas, Logística em Transporte e Diferenciados de Belo Horizonte e Região.
Ronaldo teria pago R$ 40 mil para que Thiago Viçoso de Castro e Felipe Vicente de Oliveira executassem seu desafeto. Sob a orientação do ex-vereador, os suspeitos criaram um perfil falso e se passaram por compradores de um lote que o sindicalista estava vendendo.
Os comparsas se passaram por mulheres e atraíram a vítima para um encontro para fechar o negócio. Hamilton Moura foi assassinado com 12 tiros dentro do próprio veículo.
O mandante seria líder da organização criminosa conhecida como "Máfia de Sindicatos", que praticava diversos delitos – inclusive com a participação de agentes de segurança pública –, como a intimidação de adversários para manter seu domínio no meio sindical.
Os dois executores sentarão no banco dos réus neste julgamento. A expectativa é de que treze testemunhas sejam ouvidas durante o julgamento. Não há previsão para o término do julgamento.

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