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Mais de 60% das crianças desaparecidas em MG entre 2020 e 2022 não foram achadas

Ao todo, 507 pessoas com menos de 12 anos sumiram no Estado nestes três anos, mas apenas 198 delas acabaram encontradas

25/05/2023 às 16h58
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com O Tempo
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Débora acredita que irmã está viva e tenha sido levada por alguém que não podia ter filhos — Foto: Alexandre Mota
Débora acredita que irmã está viva e tenha sido levada por alguém que não podia ter filhos — Foto: Alexandre Mota

As famílias de 309 crianças desaparecidas em Minas Gerais entre 2020 e 2022 continuam sem qualquer resposta sobre o paradeiro dos pequenos. O dado, que indica que 61% das crianças desaparecidas no Estado não foram localizadas, faz parte de um relatório diagnóstico divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (25 de maio), Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

Segundo o documento da instituição policial, no intervalo de três anos, foram registrados cerca de 507 desaparecimentos de crianças (de 0 a 12 anos), mas apenas 198 delas foram localizadas, o que corresponde a cerca de 39%. As outras 309 vítimas de desaparecimento seguem sendo procuradas.

Uma década sem respostas

Quinze anos se passaram e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ainda não teve informações sobre o paradeiro de Kênia Natividade Brum. Ela desapareceu no dia 18 de julho de 2007, quando ainda tinha dez anos, no Centro de Belo Horizonte. O caso ainda é investigado.

Quinze anos se passaram e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ainda não teve informações sobre o paradeiro de Kênia Natividade Brum. Ela desapareceu no dia 18 de julho de 2007, quando ainda tinha dez anos, no Centro de Belo Horizonte. O caso ainda é investigado.

Esperança do reencontro

Em fevereiro de 1976, a mineira Cecília São José Faria, então com 1 ano e 9 meses, desapareceu em um acampamento na cidade de Guarapari, no Espírito Santo. A mãe da menina morreu em 2021 e o pai dela sofre de Alzheimer, mas sua irmã, Débora São José de Faria Pereira, de 52 anos, é a prova viva do velho ditado que diz que a esperança é a última que morre.

"Eu tenho muita esperança de ainda encontrá-la. Infelizmente, minha mãe faleceu, a gente fazia de tudo para a encontrar antes disso acontecer. Assim minha mãe poderia conviver com ela e saber o fim dessa história. Hoje (quinta) quando você (o repórter) me ligou, foi um choque, pois, cada vez que me ligam, eu fico nessa mistura de sentimentos: a esperança de que vai reacender o caso, e talvez ela apareça, e, também, a tristeza de ainda não termos nos reencontrado", detalha.

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