
Um estudo realizado pela Famivita em setembro de 2023, com a participação de 2.500 mulheres, trouxe mais dados sobre a prevenção do câncer de mama e de colo do útero no estado de Minas Gerais, fornecendo informações acerca do panorama da saúde feminina, na região.
Através do estudo foi mostrado que 45% das mulheres, em Minas Gerais, enfrentam dificuldades para agendar o exame ginecológico anual de rotina. Outro dado coletado é que 63% das mulheres entrevistadas, na região, realizam regularmente os exames de prevenção do câncer de mama e/ou colo do útero.
Além disso, o estudo apontou que 61% das mulheres no estado tomaram a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV), um importante passo na prevenção do câncer do colo do útero. Vale lembrar que a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para todos os países, é reduzir a incidência dele abaixo de 4 casos por ano, em cada 100 mil mulheres, até 2030.
Recorte Nacional
A partir dos dados nacionais, o estudo mostrou que 43% das brasileiras não realizam os exames para prevenção de câncer de mama e/ou colo do útero. Especialmente aquelas na faixa etária dos 18 aos 24 anos, disseram não fazer esses exames, com 61%. Já dos 25 aos 29 anos, 44% delas responderam negativamente, sendo que dos 30 aos 34 anos, esse número foi de 30%.
Referente ao exame ginecológico anual de rotina, 44% das entrevistadas disseram encontrar dificuldades para agendá-lo. Nesse caso, principalmente aquelas entre 18 e 24 anos afirmaram que sim, têm dificuldade para agendar o exame, com 53%.
Já no que se relaciona ao HPV, 60% das participantes da pesquisa disseram ter tomado a vacina. Especialmente dos 18 aos 24 anos, 78% delas relataram terem se imunizado contra a doença. Já dos 25 aos 29 anos, este número foi de 57%.
Sobre prevenção e timidez
Não custa enfatizar: os melhores resultados em relação ao tratamento e qualidade de vida têm a ver diretamente com o diagnóstico precoce, nos estádios iniciais, e com o rápido começo do tratamento. Para isso, são fundamentais as ações preventivas, de modo a identificar os tumores para melhorar as chances de cura.
Todavia, uma pesquisa efetuada em 2019, pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), revelou que 4 milhões de brasileiras nunca foram ao ginecologista obstetra e outras 5,6 milhões não têm o hábito de ir a esse profissional, sendo que 11% das entrevistadas apontaram a vergonha como o principal motivo.
Entre os principais exames pertinentes ao tema, figuram o exame físico ginecológico que avalia o corpo da mulher por completo; o Papanicolau, que previne o câncer de colo de útero; a Ultrassonografia Transvaginal, que é capaz de detectar lesões e outras formações no útero; e a mamografia, que embora não seja um exame ginecológico, é sempre solicitado em uma consulta de rotina pelo ginecologista.
Acerca da mamografia, é válido mencionar, também, que fazer o autoexame todos os meses não a substitui, embora ele seja muito importante. Além disso, a mamografia é oferecida a todas as mulheres, no Brasil, através do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo inclusive cobertura obrigatória dos planos.

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