
Moradores, trabalhadores e usuários das rodovias MG-010, MG-424 e LMG-800, no Vetor Norte da região metropolitana de Belo Horizonte, estão mobilizados contra a implantação de pedágios nessas vias. A medida, prevista em um projeto de concessão, tem gerado preocupação com o aumento dos custos para a população e a desigualdade social.
Um abaixo-assinado online reúne assinaturas de pessoas que se opõem à cobrança, argumentando que o pedágio afetará o orçamento familiar, especialmente para quem utiliza as rodovias diariamente para trabalhar ou estudar, como os moradores Sete Lagoas, Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Confins, Matozinhos e outros, que serão duramente penalizados com mais um custo fixo em suas rotinas. Além disso, a população teme que a cobrança torne as rodovias menos acessíveis para as comunidades mais carentes.
Os manifestantes defendem que o governo busque outras formas de financiar as melhorias nas rodovias, sem onerar diretamente a população. Eles pedem mais transparência no processo e a realização de estudos detalhados sobre os impactos da medida.
Sete Lagoas e Prudente de Morais lideram a oposição à cobrança de pedágio na MG-424, um dos trechos mais importantes do projeto de concessão. As cidades argumentam que o pedágio prejudicará a mobilidade da população e a economia local.
“Esse trecho é muito curto e oneraria trabalhadores que se deslocam diariamente entre as duas cidades. Não faz sentido impor essa cobrança”, afirmou o prefeito eleito Douglas Melo (PSD), sobre a instalação de uma praça entre os municípios. “Não podemos aceitar um pedágio que impactaria diretamente a vida dos moradores de Prudente de Morais, que dependem da MG-424 para se deslocar a Sete Lagoas”, completa Jocimar Brandão (Avante), chefe do executivo de Prudente de Morais
Apesar da expectativa com a duplicação da rodovia e a construção de contornos, que visam melhorar a infraestrutura e reduzir o tempo de viagem, a cobrança de pedágio tem sido vista como um obstáculo para o desenvolvimento da região.
O governo de Minas Gerais afirma que está aberto ao diálogo com a população e que realizará estudos para avaliar os impactos da implantação dos pedágios. O edital para o leilão da concessão está previsto para o primeiro trimestre de 2025, mas a decisão final sobre a cobrança ainda depende das discussões e das audiências públicas.

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