
Uma mulher foi resgatada em Além Paraíba (MG) após trabalhar por quase 30 anos sem salário, férias e sem um quarto próprio, em condições degradantes.
Ela acumulava funções de doméstica e cuidadora de um idoso e foi resgatada em operação realizada em 2 de dezembro por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público do Trabalho.
A trabalhadora, que começou a prestar serviços à família em 1996, não possuía registro em carteira até 2009, e mesmo com a formalização, não teve seus direitos trabalhistas garantidos.
Durante os últimos três meses de trabalho, ela foi forçada a dormir no quarto do patrão e possuía apenas algumas roupas e itens básicos. A operação resultou no encerramento imediato da relação de trabalho, na regularização do registro e no pagamento de seus direitos trabalhistas.
O MPT também firmou um acordo com os empregadores para o pagamento de indenização. O caso ilustra as práticas de trabalho escravo contemporâneo, que, no Brasil, inclui jornadas exaustivas e condições de trabalho degradantes.

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