
A 10ª edição da Virada Cultural de Belo Horizonte, que aconteceu nesse fim de semana, consolidou-se como um marco na história do evento e reafirmou seu papel como um dos maiores festivais urbanos do país. Com o tema "Vem Virar BH", a campanha se tornou um verdadeiro convite para uma conexão e interação com a cidade. E o público atendeu ao chamado: foram mais de 450 mil pessoas participando de mais de 24 horas ininterruptas de programação gratuita. Em comparação com a edição anterior, o evento registrou um crescimento de 43% na presença de público e 70% no número de atrações.
Foram 391 atividades artísticas distribuídas em 26 espaços diferentes. Mais de 1,5 mil artistas locais representaram diversas linguagens, que transformaram a região em um momento contagiante de shows, intervenções, performances, encontros populares e manifestações culturais. Todas essas ações contaram com a parceria de 50 órgãos e instituições artísticas e culturais, entre elas a Funarte, o Mira, Sesc Tupinambás, Mirante Acaiaca, Feira da Afonso Pena e o cura.art, que realizou intervenções a céu aberto na Praça Raul Soares.
A programação da Virada Cultural 2025 foi uma construção coletiva que envolveu o público, os artistas e produtores culturais locais. Como resultado, a população ocupou o hipercentro da cidade de forma responsável e harmônica, respeitando a diversidade e abraçando a grande festa cultural que o evento propõe.
Com investimento direto total de cerca de R$ 5 milhões, o evento gerou um impacto econômico abrangente, impulsionando a economia local e a cadeia produtiva da cultura. A estimativa é da geração de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos. A produção do evento envolveu a contratação de mais de 100 fornecedores de serviços essenciais como som, iluminação, comunicação e logística, entre outros, demonstrando o grande volume de negócios gerados.
Realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto João Ayres, a Virada contou também com a Parceria Cultural do Sistema Fecomércio, por meio do Sesc em Minas. Teve ainda o patrocínio cultural da AngloGold Ashanti, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Xeque Mate. O Viradão Gastronômico foi uma correalização do Sebrae Minas.
PBH Integrada
A preparação da cidade para receber a maratona de espetáculos mais uma vez foi um fator decisivo para o sucesso da Virada Cultural. As ações de segurança, fiscalização, saúde, trânsito e limpeza urbana foram planejadas previamente e de forma integrada. O Posto de Comando do COP-BH reuniu 17 instituições e garantiu monitoramento em tempo real. Foram registradas 14 ocorrências. Os casos envolveram principalmente atendimentos de saúde, como crises convulsivas, intoxicações alcoólicas e lesões corporais leves, além de ocorrências relacionadas a comércio informal e funcionamento irregular de estabelecimentos. A maior parte das situações aconteceu na madrugada, com 71% dos registros, concentrados na Avenida dos Andradas e na Praça Rui Barbosa. Todas foram solucionadas de forma integrada, sem impacto significativo para o público.
A BHTrans e a Sumob atuaram com 80 agentes nos dois dias da Virada Cultural. Foram realizadas mais de 100 intervenções e desvios no trânsito para garantir a mobilidade e segurança dos participantes do evento. No transporte coletivo foram realizadas 51 viagens de reforço que atenderam o público dos eventos na Área Central.
A Guarda Municipal atuou com um efetivo de 500 agentes e 50 viaturas, sendo 25 pessoas abordadas, 71 orientações preventivas, 222 informações para os cidadãos e apenas duas ocorrências, com duas pessoas detidas.
A Secretaria Municipal de Política Urbana mobilizou cerca de 220 profissionais, entre fiscais, supervisores e agentes de campo, para ações de Fiscalização Urbanística e Ambiental durante a Virada Cultural. O objetivo foi garantir a segurança do público e o cumprimento das normas em espaços públicos.
Ao todo, foram realizadas 267 ações orientativas. Entre elas, destacam-se três ocorrências relacionadas ao uso de churrasqueiras nas vias públicas e duas apreensões de bebidas em garrafas de vidro.
Viradão Gastronômico
A gastronomia foi mais uma vez um dos destaques do evento. O Viradão Gastronômico, correalizado pelo Sebrae, reuniu 25 bares e restaurantes do hipercentro, oferecendo pratos a preços acessíveis, com valor máximo de R$ 20. O projeto reforçou o título de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco. O Viradão Gastronômico mobilizou mais de 35 mil pessoas, gerando movimentação econômica para os empreendimentos e reforçando nossa identidade cultural.
Projetos sociais e sustentáveis
Ações sociais também estiveram presentes nesta edição. O The Street Store promoveu uma grande ação de doação de roupas a céu aberto, fortalecendo a recuperação da autoestima de pessoas em situação de vulnerabilidade. Já o projeto Feijão de Ouro ofereceu 120 pratos de feijão tropeiro, um momento de partilha e afeto da culinária mineira, em uma performance gastronômica que envolveu artistas e comunidade.
Na área da sustentabilidade, a Virada contou com a Exposição da SLU, com uma homenagem aos garis e, especialmente, a Laudemir Fernandes, morto recentemente. Já o ReciclaBelô, projeto idealizado pelos catadores de materiais recicláveis, em parceria com a SLU, instalou tendas no hipercentro e mobilizou 133 catadores, entre membros de cooperativas, associações e autônomos; mais de 3 toneladas de materiais recicláveis foram coletados nas 24 horas de evento - uma média de 25,7 kg por catador.
Outras ações sustentáveis terão continuidade após o evento. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizará o inventário de gases de efeito estufa (GEE), mapeando o impacto ambiental da Virada. Também está prevista a doação de lonas para reciclagem, reforçando o compromisso com a reutilização de materiais. Além disso, a Biofábrica de Predadores Naturais da Prefeitura de Belo Horizonte apresentou o projeto “Insetos Benéficos: a vida de joaninhas e crisopídeos”, que alia a criação desses insetos para o controle biológico de pragas.
Pesquisa com o público
De acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Municipal de Cultura em parceria com o Observatório do Turismo de Belo Horizonte, a avaliação geral da Virada Cultural 2025 foi de 8,8 em uma escala de 0 a 10. A qualidade das apresentações foi avaliada em 9,0, a organização em 8,7 e a sensação de segurança em 8,0. Entre os entrevistados, 38% participaram pela primeira vez, reafirmando a importância da pluralidade da programação cultural. O índice de recomendação (NPS) mostrou que 74,3% recomendariam o evento a amigos e familiares. Quanto à origem, 58% do público era de Minas Gerais, 10% da Bahia, 7% do Rio de Janeiro, 7% de São Paulo e 18% de outros estados e países, incluindo visitantes da Alemanha. O público assistiu em média a 6,9 atrações por pessoa, com gasto médio individual de R$ 116,01 em alimentação, transporte e produtos.
Sobre a Virada Cultural
A Virada Cultural de Belo Horizonte convida o público a vivenciar o hipercentro de Belo Horizonte em uma imersão de 24 horas ininterruptas de programação cultural gratuita. O evento já está consolidado na agenda da cidade e valoriza a produção artística local, principalmente por meio do Chamamento Público e eventos parceiros diversos, além de atrações nacionais que enriquecem a programação. Em 2025, chegou à 10ª edição com um legado histórico. Desde que foi criada, em 2013, a Virada Cultural de BH envolveu mais de 18 mil artistas e profissionais da cultura, alcançou quase 8,5 milhões de pessoas e apresentou cerca de 3.300 atrações, somando 240 horas de programação gratuita.
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