
Mesmo sem anunciar oficialmente uma pré-candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, o senador Cleitinho Azevedo fez críticas públicas ao governador Romeu Zema após a publicação de um decreto que ampliou o período de segurança estatal a ex-governadores. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (8/1), por meio das redes sociais.
O decreto, publicado em 31 de dezembro, alterou a estrutura do Gabinete Militar do Governador e estendeu de um para dois anos o prazo em que ex-chefes do Executivo estadual têm direito a escolta paga pelo Estado após o fim do mandato. A medida gerou polêmica e, segundo Cleitinho, contraria o discurso histórico de combate a privilégios defendido por Zema desde sua primeira eleição ao Palácio Tiradentes, em 2018.
Para o senador, a ampliação do benefício não se justifica. Ele afirmou que políticos não deveriam se distanciar da população após o exercício do cargo e questionou a necessidade de segurança especial fora do período de mandato. Cleitinho também sugeriu que a medida demonstra receio da reação popular.
Sem confirmar se disputará o governo estadual, o parlamentar afirmou que, em caso de vitória nas urnas, pretende revogar o decreto. Segundo ele, gestores que realizam um bom mandato não precisam de proteção especial após deixarem o cargo. O senador ainda desafiou Zema a submeter o tema a uma consulta pública, defendendo que a decisão deveria ser avaliada diretamente pela população.
Cenário eleitoral
Apesar de ainda não ter oficializado a candidatura, Cleitinho aparece à frente em levantamentos de intenção de voto para o governo de Minas. Ele já declarou que só deve decidir sobre a disputa em março. Nos bastidores, adversários consideram a candidatura praticamente certa, enquanto aliados adotam cautela, já que o senador ainda tem mais quatro anos de mandato no Congresso.
O vice-governador Mateus Simões (PSD), que pretende concorrer ao comando do Executivo estadual, já sinalizou interesse em uma possível composição política com Cleitinho. O senador, no entanto, mantém reserva sobre o tema.
Detalhes do decreto
A norma, identificada como decreto nº 49.154/2025, além de ampliar o prazo de segurança para ex-governadores, prevê a possibilidade de prorrogação do benefício por mais dois anos, mediante autorização do governador em exercício, limitada ao término do mandato subsequente. O texto também inclui familiares e pessoas com vínculos com o governador e o vice, desde que haja justificativa de interesse público.
O decreto não especifica o custo da medida, mas estabelece que a equipe destinada aos ex-gestores seja composta por três policiais militares — um major e dois praças. Dados do Portal da Transparência indicam que a remuneração bruta de um major da Polícia Militar pode ultrapassar R$ 39 mil, enquanto sargentos podem receber mais de R$ 16 mil. Cabos e soldados têm vencimentos que variam de cerca de R$ 6 mil a R$ 9 mil.
Outra alteração amplia o conceito de proteção ao governador e ao vice, que passa a abranger não apenas a integridade física, mas também a moral e institucional.
Em nota, o governo de Minas afirmou que o decreto não cria novos benefícios nem gera impacto orçamentário. Segundo o Executivo estadual, a medida apenas reorganiza a estrutura da segurança governamental, que já engloba a proteção física, moral e institucional das autoridades.
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