
A paralisação do transporte público em Sete Lagoas, iniciada na quarta-feira (22), tem provocado aumento na procura por corridas de aplicativo e reflexos no valor das tarifas em diferentes regiões da cidade.
Sem a circulação regular dos ônibus, parte da população passou a recorrer aos aplicativos como alternativa de deslocamento. Com isso, a demanda cresceu ao longo do dia, especialmente nos horários de maior movimento.
Motoristas explicam que o aumento nos preços ocorre por meio do chamado “preço dinâmico”, mecanismo automático das plataformas que ajusta as tarifas conforme a relação entre número de passageiros e motoristas disponíveis.
A paralisação acontece em meio a um impasse nas negociações entre trabalhadores e a empresa responsável pelo transporte coletivo, que se arrasta desde o início do ano. O cenário envolve reivindicações da categoria, questões operacionais e desafios financeiros do sistema.
Enquanto isso, moradores relatam mudanças na rotina, com maior dificuldade de deslocamento e necessidade de adaptação diante da situação. Em bairros mais afastados, o impacto tende a ser ainda mais sentido.
A gestão municipal, comandada pelo prefeito Douglas Melo, já vinha discutindo alternativas para o transporte público, incluindo propostas de subsídio, incentivos e reestruturação do sistema.
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