
Com a chegada do período seco, entre os meses de junho e novembro, a Secretaria de Estado da Saúde está redobrando a atenção em relação à febre maculosa, doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que é transmitida ao ser humano por meio da picada do carrapato-estrela. Este ano já foram confirmados sete casos em Minas, e dois estão sob investigação em Betim, na região metropolitana da capital.
Em Minas Gerais, a ocorrência da febre maculosa brasileira é relatada desde a década de 1930, mas ainda hoje a doença causa dúvidas na população em geral. Entre os anos de 2008 a 2018, as regiões prioritárias no estado com notificação de casos são regiões Centro (27,7%), Sudeste (23,8%), Leste (14,8%), Oeste (11,9%) e Jequitinhonha (7,9%).
A coordenadora de Zoonoses e Vigilância de Fatores de Risco Biológicos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mariana Gontijo de Brito, explica que a doença tem sido registrada não somente em áreas rurais, como também em regiões urbanas. “Em Minas Gerais, a principal espécie de carrapato envolvida na transmissão da febre maculosa brasileira é o Amblyomma scultum. Eles podem ser encontrados em equídeos, roedores, capivaras, marsupiais, cães e outros animais”, diz.
A coordenadora alerta ainda que a população de carrapatos aumenta em determinada área, em razão da disponibilidade desses animais e de condições ambientais favoráveis, como presença de pastos “sujos” e vegetação favorável ao crescimento e reprodução do carrapato, por isso, a presença da doença tanto em áreas rurais, quanto urbanas.
Diante de contato com áreas favoráveis à presença de carrapatos, a recomendação é que inspeções no corpo sejam realizadas em intervalos curtos de tempo, pois quanto antes os carrapatos forem identificados e retirados do corpo, menor a chance de transmissão da doença.
Mas a Secretaria de Saúde alerta que é preciso também estar atento aos primeiros sintomas da febre maculosa, pelo fato de a doença ter uma alta letalidade. Ela se manifesta de forma aguda por meio de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, mal estar, náuseas e vômitos. Pode ocorrer uma erupção cutânea, frequentemente com pele escurecida ou incrustada no local da picada do carrapato.
“O diagnóstico tardio é um dos fatores que elevam a gravidade da doença. Assim, é fundamental que, diante de sintomas da doença após a estadia em locais com grandes chances de infestação de carrapatos, o paciente procure imediatamente o serviço de saúde e relate ao profissional médico que esteve em áreas propícias para a presença desses animais”, enfatiza Mariana Gontijo.

Por Agência Minas / bhaz

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