
Teve início, no último dia 6 de agosto, uma série de mutirões, por toda a cidade, para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti. Até o dia 31, a Prefeitura Municipal de Sete Lagoas, por meio da Secretaria de Saúde realiza ações de combate ao transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.
A transmissão das doenças depende da concentração do mosquito: quanto maior a quantidade, maior a chance de um surto acometer a população na cidade.
Ao longo de todo o mês de agosto estão sendo feitas ações educativas porta a porta e visita aos domicílios para procedimentos de sensibilização para recolhimento de inservíveis e eliminação de criadouros. As ações são desenvolvidas em 17 áreas prioritárias. O objetivo do mutirão é eliminar a maior quantidade de criadouros, antes do período chuvoso, para prevenir uma possível epidemia das doenças em Sete Lagoas.
No 3º ciclo de tratamento focal, foram realizadas 107.954 visitas, que correspondem a 92,5% dos imóveis vistoriados. No mês de Agosto também foi realizada a terceira pesquisa para avaliar o índice de infestação no município, o LIRAa.
No primeiro levantamento realizado em 2018, o índice foi de 5%, muito superior ao indicado como seguro pelo Ministério da Saúde. A segunda medição constatou a presença de larvas em 2,5% dos imóveis registrados, enquanto o recomendado é que esse índice esteja abaixo de 1%. No último, e mais recente, no entanto, o índice foi de 0,8%, considerado satisfatório pela superintendente de Vigilância Epidemiológica, Sueli Lacerda. “É um número que nos dá certa tranquilidade, mas ainda existem algumas regiões da cidade que precisam de atenção. Como nos levantamentos anteriores, a maior parte dos criadouros foi encontrada dentro das residências, então é preciso conscientizar a população sobre a importância de cada um cuidar da sua casa, do seu quintal, para evitarmos que, na próxima temporada de chuvas, a Dengue, a Zika e a Chikungunya voltem a fazer vítimas em Sete Lagoas”, defende.
Em 2018, foram notificados, na cidade, 401 casos de dengue. Destes, apenas 32 foram confirmados como positivos. Além disso, houve notificação de 17 casos de Zika, sendo 11 em gestantes (todas com resultado negativo) e 16 casos de Chikungunya, com dois positivos.
O desenvolvimento deste trabalho é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o 4º GAAAe, o setor de Combate ao Pernilongo, a Secretaria Municipal de Obras Públicas, o SAAE, as Secretarias do Meio Ambiente, Assistência Social e de Educação, a VINA e a Codesel.
Por Sabrina Daniele Leite – Ascom da Secretaria Municipal de Saúde
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