
A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, durante o mês de agosto, uma série de mutirões de limpeza para recolher inservíveis com potencial para se transformarem em criadouros para o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zica.
As ações, planejadas pelo Comitê de Enfrentamento às doenças, foram realizadas em prontos críticos do município, elencadas pela supervisão geral e de área e pelo Comitê de Combate à Dengue, levando em consideração o resultado do LIRAa, o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, que aponta as regiões da cidade com maior risco de infestação e, consequentemente, casos das doenças transmitidas pelo mosquito.
Além da coleta de inservíveis, os mutirões também tiveram como foco a mobilização da comunidade. “Os últimos resultados do LIRAa apontam que a maioria dos focos do Aedes aegypti está dentro das residências, e o volume de lixo e materiais inservíveis recolhidos durante os mutirões confirma esse dado. Desta forma, é fundamental que as pessoas entendam o papel que cada cidadão tem no controle e no combate à Dengue. Cuidar da própria casa, do próprio quintal, é de extrema importância”, explicou Adriano Marcos Pereira de Souza, gerente do Centro de Combate à Dengue.
Os mutirões tiveram o apoio de militares do 4º GAAe e das Secretarias de Meio Ambiente, Assistência Social, Obras e Educação, além do SAAE, Vina e membros da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, de equipes de Combate ao Pernilongo e do Controle da Dengue, que integram o Comitê de Enfrentamento à doença.
Ao todo, foram recolhidas, aproximadamente, 46 toneladas de inservíveis e 758 pneus. “Usamos 10.900 sacos de lixo e 784 pares de luva. Tivemos oito atendimentos com a equipe operacional do SAAE e quatro atendimentos com representante da Secretaria de Obras”, disse Adriano, que conta também que em cinco imóveis, onde residem acumuladores, foi necessário acionar equipes da Secretaria de Assistência Social e do setor de Patrimônio da Prefeitura. “Nos chamou a atenção o fato de, em algumas residências, os moradores terem dito que estavam aguardando a Prefeitura para fazer a retirada dos materiais, como se cuidar do local onde vivem fosse uma obrigação do município, e não dos moradores”, relembra o gerente, que informou que a equipe de mobilização realizou ações de sensibilização junto aos moradores com intuito de facilitar a retirada dos inservíveis, e repassou informações sobre o controle do vetor. “Desta forma, estamos incentivando as pessoas a realizarem vistorias semanais em suas casas para evitar que o acúmulo de lixo e outros materiais possibilite o aumento do risco de uma epidemia de Dengue em Sete Lagoas”, finaliza.
Por Sabrina Daniele Leite - Ascom da Secretaria Municipal de Saúde

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