
A matrícula de crianças e adolescentes em escolas do país poderá ser condicionada à apresentação da carteira de vacinação. A medida é estudada pelo Ministério da Saúde na tentativa de aumentar a adesão à imunização, que está abaixo do que é preconizado. A proposta divide opiniões.
Na última semana, o Hoje em Dia mostrou que nenhuma das sete principais vacinas para menores de 1 ano alcançou a meta esperada na capital. Algumas, inclusive, previnem doenças que podem levar à morte, como tuberculose e meningite.
Até mesmo para atingir o índice de 95% na campanha contra a poliomielite e o sarampo, finalizada na sexta-feira passada, foi necessário prorrogar a ação por duas vezes. Minas chegou a 96,3% (pólio) e 96,1% (sarampo), mas em outros 15 estados a cobertura não foi atingida.
Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do governo federal, Carla Domingues se baseia em decisões tomadas em São Paulo e Paraná ao propor a medida como critério de ingresso nas instituições de ensino. “Estratégias pontuais foram adotadas por alguns estados”, disse ela, durante debate organizado pela Procuradoria-Geral da República.
Em Minas, não há obrigatoriedade para que o pai leve a caderneta da criança ao fazer a matrícula na escola. Já a Secretaria de Saúde de BH recomenda a apresentação do documento na rede municipal.
89% é a cobertura vacinal contra pólio e sarampo em BH, registrada até a última terça-feira; novo balanço será divulgado hoje
Polêmica
A Sociedade Brasileira de Imunologia ainda não bateu o martelo sobre a viabilidade da proposta. “É uma questão que vem sendo avaliada. Mas nada é mais importante do que a informação”, afirmou a presidente da entidade, Isabella Ballalai.
Secretário do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria em Minas, José Geraldo Leite Ribeiro pondera que a estratégia, somada a outras medidas, pode ser eficaz. “Mudar o horário das salas de vacinação, levá-las para mais lugares e fazer campanhas em escolas também são alternativas a serem pensadas”.
Já Luiz Guilherme Conci, professor da Faculdade de Direito da PUC São Paulo, diz haver um entrave jurídico na iniciativa do governo federal. “O acesso a serviços de saúde e de educação são complementares, não podem ser condicionais. Restringir o acesso à educação em razão de um dever ligado à vacinação não tem o menor cabimento, é inconstitucional”.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que, desde a queda na adesão à imunização em 2016 e 2017, discute propostas para resolver o problema. Alterações na logística das equipes de vacinação e horários de atendimentos nos postos são algumas delas.
Por Bruno Inácio - hojeemdia

SETE LAGOAS Síndrome Respiratória Aguda Grave em Sete Lagoas: vacinação é essencial para evitar complicações
SETE LAGOAS Campanha de doação de sangue mobiliza ajuda em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Prefeitura Sete Lagoas garante monitoramento contínuo de glicose para crianças com diabetes tipo 1
CACHOEIRA DA PRATA Cachoeira da Prata garante R$ 1,9 milhão para construção de nova UBS
DENGUE Minas Gerais registra em uma semana salto de 12,5% nos casos confirmados de dengue
SETE LAGOAS Hospital Nossa Senhora das Graças registra avanços assistenciais e amplia serviços
PRUDENTE DE MORAIS Prefeitura de Prudente de Morais investe cerca de R$ 1 milhão e impressiona com quantidade de equipamentos novos para a saúde
SETE LAGOAS Hemominas terá funcionamento especial durante o feriado em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Prefeitura orienta acesso ao Centro de Atenção Especializada e amplia cuidado com mulheres e crianças em Sete Lagoas Mín. 15° Máx. 27°

