
Você sabia que seu sedentarismo pode alterar a genética dos seus filhos? Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descobriu que a prática de exercícios físicos dos pais tem mais influência na saúde dos filhos do que se pensava. Segundo o estudo, mães que se exercitam durante a gestação e pais com os mesmo hábitos antes (a partir de um ano e dois meses) e na época da concepção geram filhos mais saudáveis e com menos chances de sofrerem com a obesidade.
Líder da pesquisa, o professor Ronaldo Araújo, do Departamento de Biofísica da Unifesp, esteve em Minas nessa terça-feira (20) para apresentar os resultados da pesquisa em um seminário internacional realizado na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. "A grande novidade da pesquisa é que, diferentemente do que se achava antes, o ambiente e os hábitos do macho, do pai, também influenciam na genética do filho, e isso acaba também por tirar essa carga da mãe, que antes era a única responsabilizada nesse sentido", declarou.
A pesquisa foi realizada em camundongos e demonstrou a importância de atitudes dos genitores no combate à obesidade. Conforme detalhou Araújo, os machos foram divididos e uma parcela se exercitou durante seis semanas antes de ser colocada em contato com a fêmea para o acasalamento. As fêmeas eram todas sedentárias, já que o objetivo era estudar a influência do macho na tendência à obesidade. Depois de nascidos, os filhotes de machos treinados e os dos sedentários foram alimentados com produtos ricos em gordura. Resultado: os filhotes dos treinados não engordaram, foram refratários à obesidade.
Com as fêmeas, foi repetida uma pesquisa parecida. Elas foram divididas entre as que treinavam e as sedentárias. O treinamento, que era de natação, começou 20 dias antes do contato com o macho para que elas aprendessem a nadar e continuou durante os 20 dias de gestação. Os resultados foram os mesmos: filhos de mães treinadas foram refratários à obesidade.
O próximo passo da pesquisa é analisar o mesmo efeito em humanos. "Vamos estudar a influência dos hábitos de maratonistas em seus filhos e entender como isso altera a genética das crianças, assim como alterou a dos camundongos", adiantou o professor. O projeto ainda está sendo analisado pelo Conselho de Ética antes de ser executado.
O professor acredita que o efeito do exercício físico seja o mesmo em humanos, consideradas as devidas proporções. A adoção de hábitos saudáveis é uma grande aliada, conforme o cientista, na prevenção da obesidade, porque, nas palavras dele, "quanto mais o indivíduo ganha peso, menos vontade ele tem de praticar esportes, e isso pode infuenciar filhos e até netos, por isso é importante estar ativo".
A expectativa de vida de um camundongo é de cerca de um ano, e a gestação dura 20 dias. Em humanos, o tempo de exercício necessário, se for considerado o resultado observado nos roedores, é de cerca de 420 dias antes da concepção para os machos e de cerca de 18 meses para fêmeas.

SAÚDE SUS inicia projeto-piloto com canetas emagrecedoras para tratamento da obesidade
SETE LAGOAS Hospital Municipal de Sete Lagoas é habilitado para ampliar cirurgias eletivas pelo SUS
ANVISA Anvisa mantém restrição apenas para lotes específicos de produtos da Ypê; medida segue válida e decisão foi divulgada nesta segunda-feira (22)
BELO HORIZONTE Dia D: Mobilização em 155 pontos garante quase 8 mil doses de vacinas na capital
ANVISA Anvisa determina recolhimento de antibiótico após identificação de fragmento de vidro e suspende lote de clindamicina por irregularidades
SETE LAGOAS Vacina contra chikungunya começa a ser aplicada em Sete Lagoas nesta terça-feira
SETE LAGOAS Sete Lagoas receberá médicos pelo programa Mais Médicos Especialistas para reforçar atendimentos no SUS
SETE LAGOAS Sete Lagoas sanciona lei para ampliar acesso ao DIU hormonal para mulheres com endometriose
IMUNIZAÇÃO Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan para investigar reações graves Mín. 14° Máx. 25°


