
Três em cada quatro empresários estão confiantes que as vendas neste primeiro semestre serão melhores do que as do anterior. Em razão disso, sete em cada 10 empreendedores irão patrocinar liquidações e promoções ou apostar em propagandas.
As estatísticas foram levantadas numa sondagem da Fecomércio-MG e divulgada um dia antes de o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a Selic para 4,25% ao ano. Se feita posteriormente, talvez o resultado fosse ainda mais expressivo.
Os números reforçam o avanço do varejo e serviços em BH. Isso porque, segundo a própria entidade, houve crescimento no segundo semestre de 2019 em relação aos primeiros seis meses do mesmo ano (57,6%).
Desta vez, contudo, o percentual que representa a confiança de três em cada quatro empresários é bem maior, da ordem de 74%.
A economista Bárbara Guimarães, da Fecomércio MG, destacou que a pesquisa mostra que a dupla otimismo e esperança foi o motivo citado por 68,6% dos empresários para justificar as boas perspectivas. “Essa percepção também está amparada pela melhoria dos indicadores econômicos. Alguns segmentos, como papelarias, materiais de construção e artigos de uso pessoal e doméstico, costumam ter mais procura nos primeiros seis meses do ano, o que reforça essa expectativa de otimismo dos empresários”.
Os ímãs das vendas serão, sobretudo, as datas comemorativas. Das seis que ocorrerão até o fim de junho, o Dia das Mães, em maio, é que terá o maior impacto nas vendas, conforme 41,5% dos lojistas. Em seguida, aparecem o Carnaval (24,1%), o Dia dos Namorados (16,5%), a Páscoa (13,4%), o Dia Internacional da Mulher (4,1%) e a Festa Junina (1,8%).
O Dia das Mães e o Dia Internacional da Mulher ajudam a incrementar os negócios de Hugo Leonardo, dono do salão HL, no Padre Eustáquio: “Percebo que o desemprego vem caindo e o pessoal fica mais animado. A economia está em recuperação. Este ano será mais esperançoso, melhor que o passado. Acho que 2020 irá surpreender a todos. Este mês, por exemplo, foi o melhor janeiro desde 2016”.
Por outro lado, a maioria das compras não será em dinheiro vivo. Seguindo um comportamento que ganha musculatura a cada ano no Estado, boa parte dos negócios será fechado por meio de parcelamentos.
Desta forma, 39,8% das vendas serão por meio do cartão de crédito parcelado. Outras 10,9% também serão efetuadas no crédito, mas numa parcela apenas. Já 3,6% serão registradas, segundo os entrevistados, no débito. À vista e no dinheiro, 15,8%.


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