
A imprudência dos motoristas durante o carnaval é o foco de combate da Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste feriado. Em uma operação que começou nesta sexta-feira (21) e vai até a Quarta-Feira de Cinzas, 830 agentes da corporação estarão nas rodovias federais do Estado em uma fiscalização ostensiva. Bafômetro que acusa embriaguez só com a aproximação do motorista será usado pela primeira vez.
Região metropolitana de Belo Horizonte concentrará maior efetivo da polícia. “Esperamos uma movimentação mais intensa a partir da tarde de hoje e durante todo o sábado. São os momentos que a gente considera mais críticos, mas no decorrer de todo o feriado esperamos uma movimentação maior nas rodovias, até por causa da força do Carnaval de Belo Horizonte, que nos últimos anos passou a trazer mais turistas. Então mudou-se aquela realidade de anos quando havia um êxodo da capital. Agora não. Agora temos um movimento de saída, mas também temos um movimento intenso de chegada e isso vai exigir um cuidado maior do motorista, porque agora a rodovia tende a ficar cheia em todos os sentidos. Vai ter que redobrar a atenção”, afirmou o inspetor Aristides Júnior.
Para o inspetor, embriaguez ao volante durante a folia é um dos maiores perigos desse período. “Eu diria que é uma das maiores preocupações na fiscalização do Carnaval. Estaremos com cerca de 300 etilômetros fazendo a fiscalização desse tipo de infração, inclusive com equipamento que mede só de conversar com o motorista, que é o chamado ‘bafômetro passivo’. A gente faz esse alerta para que quem for dirigir não beba. Coloca em risco a própria vida, a vida de terceiros, por menor que seja a quantidade que bebeu. Além dos transtornos que vai ter. É uma multa de cerca de R$ 3.000, perde a carteira por cerca de 12 meses e, dependendo do grau de embriaguez, corre o risco de ser preso. A bebida faz com que o motorista passe a ser um perigo”, afirmou.
O novo bafômetro acusa a ingestão de álcool, mas o bafômetro de sopro é usado logo em seguida em caso de ingestão constatada. O motorista que se recusar a soprar o bafômetro vai receber a multa de R$ 3.000 de qualquer forma e terá a carteira apreendida.
Mesmo sendo considerado o ano com menos mortes durante o Carnaval em toda a década, 2019 registrou ainda nove mortes. Em 2018 foram 11 pessoas mortas enquanto, em 2017, 23 pessoas perderam a vida nas estradas.
De acordo com o inspetor, chuvas podem tornar estradas ainda mais perigosas nessa época do ano. “Com o tempo bom, a BR-381 é a mais complicada. É uma rodovia de pista simples, com muita curva, muito movimento de veículos, então vai exigir mais cuidado e mais paciência, por causa dos congestionamentos e das obras. Infelizmente há perspectiva de chuvas, então a tendência é que toda rodovia acabe se tornando mais perigosa. Não por causa da rodovia, mas por causa do comportamento do motorista. Às vezes, em rodovias duplicadas e bem conservadas, o motorista não diminui a velocidade, se arrisca mais. E com o tempo chuvoso, a possibilidade de acidente é maior”, disse.
O inspetor Aristides Júnior faz um alerta à população. “Vocês, motoristas, são a principal engrenagem desse processo. A PRF entra com reforço de policiamento, mas quem pode e deve fazer a diferença é o motorista. Dirigindo de uma forma mais prudente, mais consciente e mais responsável. Em 2019 tivemos a demonstração de que o motorista pode contribuir. O que a gente pede é essa parceria novamente para tentar conseguir um balanço ainda melhor. Um balanço melhor significa menos acidentes, menos feridos e, principalmente, menos mortes nas rodovias federais do Estado”, afirmou.

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