

Os efeitos colaterais do combate à Covid-19 serão sentidos por muito tempo na economia. Só neste ano, o Brasil pode perder até 14,7 milhões de postos de trabalho e ver o Produto Interno Bruto (PIB) despencar até 11%.
A projeção retrata o cenário mais pessimista de um estudo feito pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na melhor das hipóteses, o país perderia 4,7 milhões de vagas e PIB cairia 3,1%, situação bem pior do que o crescimento de 1,1% em 2019, que, mesmo positivo, chegou a ser chamado de “pibinho” pelo mercado.
Com base em tendências de consumo, exportações e investimentos, a pesquisa traça três cenários prováveis. O mediano estima corte de 8,3 milhões de empregos e queda de 6,4% na economia.
Na avaliação do analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, 11% é uma projeção muito drástica, entretanto, não pode ser descartada. “O nível de incerteza sobre o que vai acontecer é tão grande que nem dá para afirmar essa queda não vai acontecer. Mas acreditamos em uma retração de 5%, depois de algumas revisões. Começamos o ano apostando em crescimento de 2% e, em março, reduzimos para queda de 2,75%” explica Arbetman.
Para o coordenador do curso de administração do Ibmec, Eduardo Coutinho, o mais provável é que a retração não chegue a 11%. “Essa projeção que considera a premissas mais negativas é uma hipótese levantada para um futuro possível, mas também não dá para descartar”, avalia Coutinho.
A economista da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), Ana Paula Bastos, as estimativas de queda para o PIB incluem muito mais do que os impacto da pandemia. “O cenário de incertezas políticas é péssimo para a economia, porque, para atrair investimentos, temos que ter segurança jurídica e estabilidade”, afirma Ana Paula.
A economista também não acredita que a retração chegue a 11%. “Para isso acontecer, todos os setores teriam que estar parados. Mas ainda temos movimento em atividades como mineração e agronegócio, pois a China continua comprando”, ressalta.
Ana Paula aposta mais na queda de 5,3%, como a projetada para o PIB mineiro pela Fundação João Pinheiro (FJP) que, em apenas duas semanas (de 3 para 17 de abril), aumentou a previsão de perdas em 35% e revisou as perdas de emprego no Estado de 781 mil para 997 mil vagas, ou seja, mais 216 mil postos de trabalho perdidos.

Sete Lagoas Segunda parcela do 13º salário será antecipada em 2026
Sete Lagoas Prazo para renegociação de dívidas de trabalhadores informais é prorrogado até 26 de outubro
Sete Lagoas Termina neste domingo (31) o prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. Mín. 20° Máx. 33°



