
Uma rotina de trabalho contínua e intensa faz parte do cotidiano de quem trabalha na linha de frente no atendimento de urgência e emergência em ocorrências fora do ambiente hospitalar. O SAMU é referência regional e atende 24 horas por dia, sete dias por semana, mas solicitar o serviço no momento certo, quando ele é realmente necessário, é fundamental para garantir a assistência em situações críticas.
As estatísticas de atendimento do SAMU impressionam. Com uma média mensal de mais de mil ocorrências de especialidades como violência urbana, acidentes de trânsito, traumas e atendimentos clínicos, psiquiátricos, obstétricos e pediátricos, o serviço ainda convive com chamados que estão fora de sua linha de atuação. “Muitas vezes as pessoas ligam apenas por necessitar de um transporte comum. Deve-se ligar para o 192 quando o caso é de urgência e emergência e quando existe o risco iminente de morte”, alerta o médico Marcelo Fernandes, coordenador do SAMU de Sete Lagoas.
O SAMU recebe uma média de 200 chamadas telefônicas por dia e a triagem sobre a necessidade de envio de ambulância é realizada por uma equipe composta por telefonistas, profissional de enfermagem e um médico regulador. “Se uma ambulância é enviada para quem não precisa, muitas vezes quem precisa pode ficar sem esta assistência que salva vidas”, ressalta Marcelo Fernandes.
Para garantir o atendimento rápido e eficaz, o SAMU de Sete Lagoas conta com mais de cem colaboradores e ambulâncias preparadas para cada tipo de ocorrência. São três tipos de unidades, uma de transporte sanitária de suporte básico, a unidade de suporte básico e a unidade de suporte avançado. “Cada uma tem sua equipe específica, garantindo assistência para casos diversos que vão até a alta complexidade”, explica o médico regulador Lucas Freitas. A frota de Sete Lagoas conta com 12 viaturas.
TREINAMENTO
A boa avaliação do SAMU pela população é um reflexo do nível de atendimento garantido graças ao treinamento contínuo das equipes. Dentro da unidade existe o Núcleo de Educação em Urgência (NEU), que tem a missão de capacitar e qualificar todos os profissionais. “É um processo permanente que visa a qualificação, a continuidade, qualidade da assistência e atualizações. São envolvidos os profissionais já inseridos no serviço e quem chega para integrar as equipes”, explica a enfermeira coordenadora do NEU, Fabiana Rocha.
ESTATÍSTICAS
O SAMU mantém uma base de dados completa detalhando as ocorrências de cada mês. A quantidade de ligações recebidas é uma prova da confiança da população no serviço. Somente no mês de junho deste ano, por exemplo, foram 5.971 ligações. Deste total, foram 2.700 orientações médicas e 1.400 orientações fora do contexto médico. Entre os principais atendimentos foram: seis de violência urbana, 630 clínicos, 36 psiquiátricos, 11 obstétricos, 158 traumas e 22 pediátricos.
COVID
Desde o início da pandemia, o SAMU disponibiliza uma equipe exclusiva para atendimento de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. Duas viaturas foram destinadas para este fim e esquipes são protegidas com uma paramentação especial com toca, máscara, luvas, capote e botas. Além do atendimento pré-hospitalar, o serviço também garante a transferência de pacientes entre unidades de saúde com segurança.
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