
A Polícia Civil prendeu doze suspeitos de integrar uma quadrilha de explosões de caixas eletrônicos em Minas Gerais. Sete foram presos em Oliveira, no Centro-Oeste, no último dia 13 e apresentados em Belo Horizonte nesta terça-feira (18). E os outros cinco foram presos após um assalto a uma agência do Banco do Brasil que fica abaixo de uma companhia da Polícia Militar, em Felixlândia, Região Central do estado.
O grupo, que era investigado há cerca de dez meses, é apontado como responsável por 30 ataques com uso de explosivos contra instituições bancárias e postos de gasolina. A polícia estima que a quadrilha tenha causado cerca de R$ 1,5 milhão de prejuízo. Com eles, foram apreendidos toucas-ninja, luvas, explosivos, radio-comunicadores, armas, munição e materiais usados nos roubos.
Sete suspeitos foram presos durante a Operação “4M” quando iam de Oliveira para o distrito de Morro dos Ferros em dois veículos roubados. Eles planejavam, segundo a polícia, um roubo a uma agência bancária. Os sete detidos são de Contagem e Betim, ambas as cidades na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O delegado João Prata, que chefiou a investigação, disse que a quadrilha tem um modo específico de agir. Segundo ele, após o alvo ser escolhido por sua vulnerabilidade, no dia da ação os suspeitos iam em horários variados para o local do roubo. Já na cidade, uma parte do grupo, fortemente armada, se posicionava perto de companhias policiais para impedir ação dos militares. Em seguida, disparavam vários tiros para intimidar testemunhas.
Em um dos roubos, em São Joaquim de Bicas, os suspeitos usaram objetos de metal conhecidos como “miguelitos”, usados para furar pneus. Eles colocaram esses objetos dentro de laranjas e jogaram nas vias durante a fuga, para impedir que os carros de polícia os seguissem.

Geralmente, o grupo troca os veículos usados nos roubos por outros, para despistar. Depois dos crimes, eles se escondiam em sítios nas proximidades para evitar barreiras policiais.
A operação foi batizada de “4M” porque faz referência ao modo de vida dos suspeitos que, segundo a polícia, valoriza música, mulher, maconha e malote.
Em Felixlândia, o assalto foi realizado em 22 de agosto deste ano. Segundo o delegado, eles ameaçavam os policiais que estava na companhia no momento do crime, colocando a mira a laser na janela e chamando os militares a aparecerem. Os cinco envolvidos neste assalto cumprem prisão preventiva, quando não há prazo para soltura.

O delegado João Prata diz que esta era a quadrilha mais atuante neste tipo de crime na região e a policia espera que o número de casos diminua, apesar de não descartar a continuidade da quadrilha, já que outros integrantes ainda não foram detidos.
Segundo o delegado, somadas as penas, cada suspeito pode pegar 200 anos de prisão. Serão instaurados inquéritos separados para cada crime. Todos os 12 apresentados nesta terça-feira (18) têm passagens pela polícia por crimes diversos, como homicídio, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha.
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