A Secretaria Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) já recebeu 81 notificações de possíveis casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica Temporalmente Associada à Covid-19 (SIM-P). Desse total, 33 foram confirmados, enquanto nove permanecem sob investigação e 39 foram descartados.
Os dados são do Boletim Epidemiológico Semanal publicado pela pasta sobre a síndrome. Ainda segundo o informe, nenhuma criança morreu pela doença. Entre o último boletim, divulgado em 27 de outubro, e o mais recente, do dia 3 de novembro, 7 suspeitas foram adicionadas às notificações.
Dos 33 casos confirmados da síndrome no Estado, 64% são meninos e 36% são meninas. A doença atinge majoritariamente crianças entre 0 e 9 anos, sendo a média de idade de 4,7 anos. Mais da metade dos infectados são crianças entre 0 e 4 anos (51,5%). As crianças de 5 a 9 anos representam 42,4% do total, enquanto 6,1% dos casos foram confirmados em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Outro dado que chama a atenção no boletim é de que 84,8% das vítimas não têm nenhuma comorbidade associada à doença.
Belo Horizonte é o município com mais casos confirmados, com 13 crianças com a condição. Outros 17 municípios registraram casos da síndrome. Contagem, na Grande BH, e Uberlândia, no Triângulo, confirmaram 3 e 2 casos, respectivamente, e os demais têm um caso cada.
O que é a síndrome
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica Temporalmente Associada à Covid-19 (SIM-P) é uma reação inflamatória grave e sistêmica que acomete crianças e adolescentes que foram infectados pelo coronavírus.
Ela causa sintomas como febre por mais de três dias, vermelhidão nos olhos, edemas nas mãos e pés e sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito e náusea. Ela também pode apresentar manifestações neurológicas, renais e no sangue.

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