Considerada a principal data comemorativa do ano para o comércio varejista, o Natal impacta positivamente 78,8% das empresas desse setor em Minas Gerais. Essa é uma constatação da pesquisa da Fecomércio MG, que aborda as expectativas dos empresários mineiros para o período. Neste ano, quase 30% dos estabelecimentos esperam por vendas melhores que em 2019.
O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, observa que o otimismo dos empresários é justificado pela melhora da confiança e o aquecimento das vendas. “Apesar do cenário de cautela, provocado pela pandemia de Covid-19, tradicionalmente o Natal é uma data relevante para todo o comércio. É nesse período que os empresários redobram suas apostas em diversas estratégias para atrair o consumidor e concretizar vendas.”
Não por acaso, de acordo com a pesquisa, 35,6% dos empresários do estado devem investir em propaganda/divulgação para atrair os consumidores. Já 32,5% vão apostar em promoções e liquidações; outros 11,6% prometem oferecer um atendimento diferenciado e 6,9% investirão na visibilidade da loja.
Os principais segmentos beneficiados pela data são: móveis e eletrodomésticos (89,3%); outros artigos de uso pessoal e domésticos (85,7%), tecido, vestuário e calçados (83,8%); combustíveis e lubrificantes (83,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (80,0%).
Mais da metade dos empresários (57,2%) acredita que os consumidores comecem a realizar as compras na véspera do Natal, a partir da segunda quinzena de dezembro. Já o gasto médio não deve ultrapassar o valor de R$ 200,00 para 80,35% dos entrevistados. “O Natal possui grande apelo emocional para os consumidores, que devem ter atenção com os gastos no período para não descontrolar as finanças e impactar os compromissos previstos para o início do ano”, destaca o economista-chefe.
O alerta do especialista é explicado pela principal forma de pagamento utilizada pelos consumidores no período: o cartão de crédito (49,4%). Os consumidores tendem a usar essa modalidade dividindo as compras em mais de uma parcela ou em apenas uma (15,5%).
Além disso, segundo a pesquisa, apenas 23,4% dos empresários já receberam todas as encomendas e 26,9% ainda não realizaram os pedidos para a data. Entre os motivos que podem impactar as vendas no período, os empresários citaram a pandemia (65,9%), o desemprego (9,8%) e o baixo poder aquisitivo (8,9%). “A pandemia de Covid-19 provocou impactos significativos em todos os setores econômicos. Por isso, é importante que os empresários planejem e, se necessário, adaptem seus serviços e estoques”, ressalta Almeida.
Acesse, na íntegra, o relatório da pesquisa “Expectativas do Comércio Varejista – Natal 2020”

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