O Reino Unido autorizou, nesta quarta-feira (30), o uso da vacina desenvolvida pelo grupo britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford, com a qual espera acelerar consideravelmente a campanha de vacinação contra a pandemia, que disparou no país desde a detecção de uma nova cepa muito mais contagiosa.
As autoridades britânicas anunciaram, na terça-feira (29), 53.135 novos casos de coronavírus, um recorde, e as internações na Inglaterra superaram 21.500, acima do máximo de 19 mil registrado no pior momento da primeira onda em abril.
Com 414 mortes em 24 horas, o balanço total no país subiu para 71.567 vítimas fatais desde o início do ano, um dos piores da Europa.
Por suspeitar que disparada de novos casos se deve à nova cepa descoberta há 10 dias, que seria entre 40% e 70% mais contagiosa que as anteriores de acordo com os cientistas do país, o governo do primeiro-ministro Boris Johnson está sob forte pressão para adotar mais restrições, que poderiam incluir o adiamento do retorno das aulas após o recesso de fim de ano.
Mais de 24 milhões de pessoas, 43% da população inglesa, já estão sob ordem de permanecer em casa. Restaurantes, cinemas e museus voltaram a fechar as portas.
Neste contexto, a autorização da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA) à vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca com os cientistas da Universidade de Oxford chega como um balão de oxigênio.
A luz verde "acontece após rigorosos testes clínicos e uma análise profunda dos dados apresentados pelos especialistas da MHRA, que concluíram que a vacina responde às estritas normas de segurança, de qualidade e de eficácia", anunciou o ministério da Saúde em um comunicado.
Espaçar as doses
Muito mais barata e fácil de administrar que a vacina da Pfizer/BioNTech - a única aprovada no Reino Unido até agora -, porque pode ser armazenada a uma temperatura de entre 2ºC e 8ºC, contra -70ºC do produto da Pfizer, esta vacina era a grande esperança das autoridades britânicas, que já adquiriram 100 milhões de doses de maneira antecipada.
A vacina da AstraZeneca começará a ser administrada em 4 de janeiro, o que vai acelerar a campanha iniciada em 8 de dezembro com o produto da Pfizer/BioNTech que, como neste caso, o Reino Unido foi o primeiro país do mundo a aprovar.
Mais de 600 mil pessoas já foram vacinadas e as primeiras delas receberam na terça-feira a segunda dose.
Para Johnson, a aprovação da vacina desenvolvida pela equipe do país é um "triunfo da ciência britânica". "Agora vamos vacinar tantas pessoas quanto possível, o mais rápido possível, escreveu no Twitter.
Para alcançar a maior parte possível da população, as autoridades de saúde britânicas decidiram espaçar consideravelmente, a até 12 semanas ao invés das três inicialmente previstas, a administração das doses necessárias.
"Os cientistas e os reguladores revisaram os dados e concluíram que obteremos uma 'proteção muito efetiva' a partir da primeira dose", afirmou o ministro da Saúde, Matt Hancock, ao canal SkyNews.
De acordo com os contratos assinados com os fabricantes desde a fase de testes clínicos, o Reino Unido, com uma população de 66 milhões de pessoas, deve receber o total de 350 milhões de doses até o fim de 2021.

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