O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou uma MP (Medida Provisória) que estabelece um processo simplificado para a compra de vacina contra a Covid-19 e de insumos necessários para a imunização da população.
A medida permite que o poder público celebre contratos sem licitação para aquisição de imunizantes e insumos, inclusive antes do registro sanitário conferido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O Palácio do Planalto destaca que o início da vacinação da população só será permitido para imunizantes que recebam o aval da Anvisa.
A MP tem força de lei e pavimenta o caminho para o governo comprar vacinas no mercado internacional.
A administração Bolsonaro tem sido criticada pelo atraso e por gargalos na organização da campanha nacional de imunização, que ainda não tem uma data oficial para ser iniciada. Outros países, inclusive da América Latina, já começaram a imunizar os chamados grupos prioritários.
A norma editada por Bolsonaro permite, por exemplo, que a administração pública possa realizar pagamentos antecipados para a compra de vacinas contra o coronavírus.
Em outro trecho, a MP estabelece que a Anvisa poderá conceder autorização excepcional e temporária para importação e distribuição de qualquer vacina contra o vírus desde que ela tenha recebido luz verde de autoridades sanitárias de Estados Unidos, União Europeia, Japão, China ou Reino Unido.
Pela MP, profissionais de saúde que administrarem a vacina que tenha recebido autorização para uso emergencial pela Anvisa deverão avisar os pacientes sobre "potenciais riscos e benefícios do produto".
Para o ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto, a exigência da comunicação é uma "bobagem sem tamanho".
"Seja emergencial ou não, a segurança e a qualidade da vacina não estão comprometidos por conta do tipo de registro que está sendo decidido. O registro emergencial não diminuí a análise que é feita da vacina. Estão fazendo fazendo essa confusão por causa dessa bobagem que o Bolsonaro fala de que as pessoas vão virar jacaré", disse.
Em meados de dezembro, Bolsonaro se queixou que a Pfizer, uma das fabricantes mundiais da vacina, não se responsabiliza por possíveis efeitos colaterais.
"Se tomar [vacina] e virar um jacaré é problema seu. Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [Pfizer] não tem nada com isso", afirmou.
O presidente tem questionado a eficácia de vacinas e levantado dúvidas sobre possíveis efeitos colaterais, embora os principais laboratórios que desenvolvem imunizantes contra a Covid tenham relatado episódios adversos leves.
Em um guia sobre o uso emergencial de vacina, a Anvisa estabelece que empresas que solicitem autorização temporária precisam garantir que os pacientes serão informados sobre os "benefícios e riscos significativos e conhecidos e potenciais associados ao uso emergencial da vacina".

Curvelo Curvelo inicia transição para nova insulina no tratamento de pessoas com diabetes
Sete Lagoas Anvisa proíbe publicidade da Semavy após anúncios em aeroporto e redes sociais
PEQUI Prefeitura de Pequi inicia distribuição gratuita de canetas emagrecedoras para moradores
PARAOPEBA Prefeitura de Paraopeba anuncia reajuste de 30% no plano de saúde Unimed BH dos servidores
PARAOPEBA Paraopeba aprova verba de R$ 2,6 milhões proveniente de acordo por Brumadinho para ampliar hospital loc
SETE LAGOAS Diagmed amplia oferta de exames em Sete Lagoas com nova ressonância magnética com inteligência artificial
FORTUNA DE MINAS Prefeitura de Fortuna de Minas divulga novos horários para urgência odontológica nas Unidades de Saúde
PARAOPEBA “Dengue se combate com atitude”: Prefeitura de Paraopeba reforça ações de prevenção nas residências
Sete Lagoas Sete Lagoas abre processo seletivo emergencial para Médico Generalista na UPA Mín. 19° Máx. 33°

