A Prefeitura de Sete Lagoas concedeu coletiva à imprensa, às 14 horas desta segunda-feira (8) sobre a situação da pandemia no município que com a reabertura de leitos na UPA, a taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos Covid, somados os leitos do SUS e da saúde particular, que hoje pela manhã era de 104,44%, agora à tarde reduziu para 94%. Se considerarmos apenas os leitos do SUS, o índice que de manhã chegou a 91,43%, agora é de 80%.
A coletiva contou com a participação do prefeito Duílio de Castro, o vice Euro Andrade, o secretário municipal de Saúde, Flávio Pimenta, o presidente da Câmara Municipal, Pastor Alcides, e comandante do 25º BPM, tenente-coronel Luiz Marinho.
O secretário municipal de Saúde, Flávio Pimenta, ressaltou que Sete Lagoas está seguindo as determinações do programa “Minas Consciente”. Segundo ele, nesse sentido é que na última semana, foi decidido manter a cidade na Onda Vermelha.
“No final de semana, atingimos uma taxa de ocupação de 100%. Vemos que essa evolução é progressiva e crítica, em Sete Lagoas e região. A Macrorregional Centro está em estado crítico. Temos necessidade de tomar algumas medidas. É previsível que diante da situação da Macrocentro, tomemos uma medida conforme o Minas Consciente, não cabendo mais às Prefeituras decidir. A Secretaria de Estado do Governo está em discussão.”, explicou Flávio Pimenta.
De acordo com o secretário de Saúde, o Município entendemos que é preciso ser mais restritivos. “Se questiona porque não fazer um hospital de campanha. Na verdade deslocarmos equipe e profissionais adequados se torna mais difícil. Se tivermos hoje mais 50 leitos disponíveis, não teríamos equipe disponível. Mas hoje temos que tomar medidas mais restritivas.”, enfatizou.
Já o diretor do Hospital Municipal, Dr. Thiago Melo, destacou que Sete Lagoas se colocou com índices bons, mas no momento a situação saturou. “A medicina não é matemática. Chega um momento em que não há equipe. O paciente da Covid às vezes durante o dia está bem e de noite ele morre. O Hospital passou o final de semana com muita internação. As pessoas às vezes enganam pensando que a situação está boa e não está. Assim chegamos a 100% de leitos ocupados. Mobilizamos 5 leitos da UPA para a Covid, mas diante da situação isso não é nada! Por isso temos que tomar o cuidado e ficar em casa, para a prevenção. Isso não é punição. Nós profissionais da saúde estamos há um ano nessa situação. Estamos esgotados! Nos ajudem!”, conclamou.
O vice-prefeito Dr. Euro Andrade, médico pediatra, ressaltou que a vacina é a solução. Se não tomarmos consciência da situação, entraremos na Onda Roxa. O vírus vem mais forte: 10 vezes mais forte. “Vamos aguardar dentro de casa a vacina. Vamos fazer consciente, obedecendo às normas e esperar mais um pouco, porque a vacina já está aí!”, exclamou.
Por sua vez, o prefeito Duílio de Castro ressaltou que Sete Lagoas teve resultados positivos. “Mas a gente tem um limite! Trabalhamos com a mobilização. Agora veio essa onda mais forte, mais pesada, difícil de ser tratada. Isso foi acontecendo em todo o estado. Vamos aumentar mais 5 leitos de UTI. Mas isso não é suficiente para evitar medidas restritivas. Temos que evitar algo que se chama aglomeração. É o caminho. Tivemos ontem uma reunião de urgência com toda a Saúde. Agradecemos a todos que tem arriscado suas vidas. Hoje conhecemos gente que já morreu perto de nós. A partir de hoje vamos trancar a cidade. Faremos novas medidas, para evitar as proibições da Onda Roxa. Hoje publicaremos o decreto, tendo como medida principal o “toque de recolher”, de 20 às 5 horas da manhã. O comércio será alternado de 8 às 16 horas e 10 às 18 horas e a partir de 20 horas não poderá funcionar nada, nem ‘delivery’, pelo menos nos próximos 7 dias. Música ao vivo também fica proibido. Temos que salvar o maior número de vidas possíveis. O fato é que a letalidade aumentou muito. Também vamos mudar o horário de supermercado, mexer nas academias, fechar o parque de diversão e alterar o horário de funcionamento das igrejas.”, manifestou.
De acordo com Duílio, a parte da gastronomia é um grande complicador de aglomerações. Segundo ele, o estabelecimento que não obedecer será notificado e caso repita não terá alvará e será fechado. “Não temos como fiscalizar se não houver a conscientização. Vamos montar o maior número de equipes e trabalhar muito forte na fiscalização. A população tem que estar consciente e acreditar que o vírus está matando.”, completou.
Sobre a vacinação, o secretário Flávio Pimenta lembrou que a programação é feita pelo Estado. Existe um “delay” entre a chegada no regional e a chegada em Sete Lagoas. Duílio explicou que o Governo Federal compra as vacinas, o Estado distribui e o Município aplica. “Estamos tentando comprar diretamente da Índia, através de uma empresa de Curitiba. Só que para isso existe alguns entraves. É preciso haver uma carta-fiança. Assim estamos trabalhando nesse sentido e avançando com esta empresa, para não ficarmos dependentes somente do plano de vacinação nacional.”, disse.

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