O governador Romeu Zema (Novo) formalizou um pedido ao Ministério da Educação (MEC) para que os professores e profissionais da área de Educação tenham prioridade no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, atualmente há 138.000 professores na rede estadual de ensino. Em Belo Horizonte, segundo a prefeitura, são 15.924 professores na rede municipal. Já a rede particular de ensino conta 37.720 docentes na capital mineira, segundo dados do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG).
“Pedi ao Ministério da Educação para que professores e profissionais da área tenham prioridade na vacinação. Enviamos um documento que reforça a importância da inclusão da comunidade escolar como grupo prioritário no PNI, para que as aulas presenciais possam voltar de forma segura”, disse Zema.
Segundo o Governo de Minas, o ofício – assinado pelo governador e pelos secretários de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, e de Educação, Julia Sant’Anna – foi enviado na última sexta-feira (9/4) ao ministro da Educação, Milton Ribeiro. O documento explica a importância da inclusão de professores e demais trabalhadores da Educação como prioridade na vacinação, para que ocorra a volta gradual das aulas presenciais. A imunização se somaria ao protocolo de Saúde criado por um grupo de trabalho no Estado com orientações para o retorno da atividade.
Para a presidente do Sinep-MG, Zuleica Reis, o pedido feito pelo governador Romeu Zema é positivo e traz alegria e esperança. “Nós do Sinep encaminhados um oficio para o governador e também para o prefeito Alexandre Kalil, no dia 12 de dezembro, solicitando essa prioridade da vacinação do trabalhador da área da educação. Isso traz uma expectativa e também esperança para um retorno em breve das aulas presenciais”, diz.
RETORNO DAS AULAS PRESENCIAIS - Segundo o governo do Estado, esse grupo de trabalho está ligado ao Comitê Extraordinário Covid-19 e analisou artigos científicos e experiências nacionais e internacionais relevantes. Os técnicos, principalmente das secretarias de Saúde e Educação, e os representantes da comunidade médica mineira concluíram que o retorno às aulas presenciais “é benéfico, especialmente no que diz respeito à saúde física e mental dos alunos e dos trabalhadores da Educação”.
Como estratégia para o ensino híbrido durante a pandemia, a Secretaria de Estado de Educação utilizará, como referência, “as ondas do plano Minas Consciente, criado visando à retomada das atividades de forma gradual e segura”, informa a nota.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação, neste documento consta a necessidade de se fazer “um retorno universal, monitorado, consciente, gradual, alternado, seguro, comunicado, híbrido e facultativo”. Outro ponto tem relação com a importância de se seguir as regras de distanciamento definidas pelo Minas Consciente nas ondas vermelha, amarela e verde.
Procurado para se posicionar sobre o pedido do Governo de Minas, o Ministério da Educação informou que profissionais da educação já foram incluídos, desde março, à pedido do MEC no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e que outros esclarecimentos deveriam ser direcionados ao Ministério da Saúde, que também foi procurado pela reportagem, mas a pasta não se pronunciou até a publicação desta matéria.

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