Diante de uma possível terceira onda da Covid-19, o Brasil pode voltar a sofrer com a falta de insumos para intubar os pacientes em estado grave e até de oxigênio. Além disso, a identificação da variante indiana preocupa especialistas, que temem a disseminação da cepa pelo país.
Para o infectologista Unaí Tupinambás, membro do Comitê de Enfrentamento à Pandemia de Belo Horizonte, a atual situação no país é dramática, principalmente pela previsão do aumento acelerado do número de infectados. Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou 449 mil mortes.
“Há projeções que podemos chegar a mais de 500 mil mortes a partir do final de junho, início de julho”, afirmou o médico à reportagem.
Atrelado a isso, existe o risco da circulação da nova cepa, que ainda é pouco conhecida pela ciência. Com o sistema de saúde há mais de um ano combatendo o vírus, o cenário pode ser ainda mais grave se a mutação da Índia for mais contagiosa que a P1, de Manaus.
“Pega um sistema de saúde completamente combalido, cansado, estafado, esgotado. E pode, sim, faltar insumos novamente para intubação, oxigênio em algumas capitais”, afirmou Unaí.
No entanto, segundo o especialista, há indícios que as vacinas da Pfizer e da Astrazeneca fazem frente à nova variante do vírus, o que seria um cenário animador, já que esses produtos representam dois dos três imunizantes disponibilizados pelo governo federal à população.

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