Depois de registrar queda de 50% do consumo de cigarros entre adultos nos últimos anos, o Brasil vê o crescimento do tabagismo por causa do isolamento social e da ansiedade provocada pela pandemia de Covid-19. O produto já é fator de risco para várias doenças cardiovasculares e diversos tipos de cânceres.
O fumo potencializa, inclusive, o agravamento dos efeitos do novo coronavírus no organismo em 45%. De acordo com especialistas, o tabaco aumenta a probabilidade de infecções, principalmente, nas vias respiratórias.
Um estudo feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que 33% dos fumantes brasileiros estão fazendo mais uso do tabaco na pandemia. Outros 54% mantiveram o mesmo número de cigarros por dia e apenas 12% estão fumando menos.
Os dados merecem atenção. De acordo com a oncologista clínica Elisa Ramos, do Cetus Oncologia, as pessoas que fumam têm maior concentração dos receptores ECA 2 - enzima conversora da angiotensina-2, proteína na qual o novo coronavírus se liga ao entrar no organismo - e permite maior invasão às células.
Os impactos negativos do tabaco não estão só na saúde de quem fuma, ou dos fumantes passivos que acabam inalando a fumaça, mas também para todo o sistema e para a economia dos países. Os custos dos danos produzidos pelo cigarro no Brasil ultrapassam os R$125 bilhões.
A médica Elisa Ramos diz que o tabagismo é uma doença que precisa de tratamento multidisciplinar e que os fumantes, na maioria das vezes, necessitam de ajuda para combater o vício. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito na rede de Atenção Básica para quem quer parar de fumar.
Acompanhe a entrevista na íntegra.
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