Desde o dia 3 de outubro deste ano, a variante Delta da Covid-19 se tornou predominante em Minas Gerais, representando 100% das amostras que passaram pela vigilância genômica no estado. O avanço da variante, descoberta na Índia e que chega a ser mais transmissível que a catapora, pode ser acompanhado por dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quinta-feira (11).
Na semana epidemiológica entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro de 2021, a variante delta representava 68% das análises em Minas Gerais, contra 32% da variante gamma, que surgiu no Amazonas.
Nas semanas seguintes, a predominância da variante indiana apresentou uma aumento gradativo, sendo responsável por 78% das amostras da doença do dia 5 a 11 de setembro; 81% entre os dias 12 e 18 do mesmo mês e 90% entre os dias 19 e 25.
As últimas amostras da variante gamma registradas em Minas Gerais, ainda conforme a SES, foram na semana epidemiológica do dia 26 de setembro a 02 de outubro deste ano, mas já representando apenas 3% contra 97% da variante delta.
A SES explica que a vigilância genômica no estado é realizada através da "seleção aleatória de amostras detectáveis na técnica de RT-PCR, em tempo real e viáveis para realização do sequenciamento ou genotipagem", já que é necessário uma carga viral maior na amostra para que a linhagem seja executada.
"Neste sentido, não é possível estimar o percentual da variante delta representada nas contaminações de modo geral", afirma a secretaria estadual.
Apesar disso, a pasta argumenta que os dados vêm demonstrando que a vacinação tem cumprido o seu papel, reduzindo as manifestações clínicas associadas ao novo coronavírus e suas variantes.
"É imprescindível que a população que integre os grupos prioritários do Programa Nacional de Imunizações (PNI) não deixe de procurar uma unidade de saúde para a vacinação contra a Covid-19, sem esquecer do reforço da segunda dose, uma vez que é necessário apresentar o esquema completo, para a possível redução na transmissão da doença e evitar a forma grave da doença", alerta a SES, que reforça ainda a necessidade da população seguir as recomendações sanitárias, como o uso de máscaras, a lavagem frequente das mãos e evitar aglomerações.
Outro número que pode ser observado nos dados divulgados pela SES é a redução drástica das amostras analisadas mas últimas semanas.
Na semana epidemiológica entre os dias 19 e 25 de setembro foram analisadas 210 amostras do novo coronavírus, sendo constatadas 242 da variante delta e 28 da gamma.
Já na semana seguinte, entre 26 de setembro e 2 de outubro, o número total de amostras analisadas caiu para 90, sendo 87 da delta e 3 da gamma.
Mas nas três semanas seguintes de outubro o total de amostras analisadas sofreu uma queda ainda maior, com 57 amostras nos 21 dias das semanas epidemiológicas. Foram 17 amostras entre 3 e 9 de outubro, 23 entre 10 e 16 do mesmo mês, e, novamente, 17 na semana entre os dias 17 e 23 de outubro.
Questionada pela reportagem, a SES explicou que, com o o avanço da cobertura vacinal em Minas Gerais (88% da população com a 1ª dose e mais de 64% com as duas), "o estado tem experimentado o melhor cenário epidemiológico e assistencial desde o início da pandemia".
Com a queda no número de casos de Covid-19, há, também, uma diminuição nas amostras que são enviadas para a realização da testagem, bem como na taxa de testes positivo para a doença em Minas.
"A SES continua realizando a vigilância genômica em parceria com os laboratórios colaboradores, entretanto, considerando o histórico de prevalência da variante Delta e o atual cenário epidemiológico da Covid-19 no estado, a atualização dos dados de vigilância genômica passará a ser realizada uma vez por semana, toda quinta-feira, com o compilado de todas as informações encaminhadas pelos laboratórios públicos e privados durante o período", finalizou a nota divulgada pela pasta.

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