O câncer gástrico, mais conhecido como câncer de estômago, é descoberto em cerca de 21 mil casos todos os anos no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença tem se tornado cada vez mais frequente entre as pessoas mais jovens. Até então, era diagnosticada entre a população com mais de 55 anos, mas, atualmente, especialistas têm notado o diagnóstico na faixa etária entre 39 anos.
Nicole Rossi, oncologista, afirma que o câncer gástrico é causado por vários fatores, como a genética, alguma mutação que o paciente pode sofrer, o sedentarismo, o excesso de comida industrializada e a própria pré-disposição. Outra ligação muito importante que a médica faz com a doença é o uso do tabagismo e álcool.
“O cigarro comum tem mais de 400 tipos de substâncias que já foram identificadas com potencial cancerígeno. A própria nicotina tem substâncias chamadas nitrosaminas que podem alterar o DNA nosso, ter uma mutação genética nas nossas células e levar ao câncer gástrico”, explica.
É uma doença multifatorial. “Não é só o cigarro que causa. É lógico que quem fuma tem de 40% a 60% maior chance de ter a doença, mas não é necessariamente quem fuma que vai ter”, detalha a médica.
O câncer de estômago só tem cura se ele for descoberto em uma fase muito inicial, com cirurgias e quimioterapias complementares. “Mas, o câncer gástrico, para ele dar sintomas, geralmente ele está em um estado já avançado. Então, quando ele está em fase inicial, às vezes a pessoa não tem a mínima ideia que ele já está ali. É por isso que a gente fala: pare de fumar, vá praticar uma atividade física, tente comer os alimentos mais naturais possíveis, ter uma vida saudável porque aí podemos evitar o câncer”, explica Nicole Rossi.

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