Após a divulgação de que parte dos servidores da Saúde de Sete Lagoas passarão o Natal com a perda da gratificação de 36% no pagamento, o que de acordo com os trabalhadores, representa um prejuízo de cerca de 400 reais por mês, e o prefeito Duílio de Castro, acompanhado dos vereadores de sua base de apoio, anunciar nesta terça-feira (30), que um projeto de lei será enviado à Câmara Municipal regularizando a Lei Municipal 183, que dá direito a esses 36% de gratificação, os servidores da saúde foram na manhã desta quarta-feira (1º), protestar na porta da Prefeitura.
Na verdade, os servidores querem um posicionamento do Executivo e cobram a recomposição da perda que eles terão nos salários de novembro, dezembro e décimo terceiro, que pode ultrapassar a casa de R$ 1000,00 para alguns servidores.
Representando o SINDSEL, Rosimar Aparecida Gomes Cavalcanti (Mazinha), sendo que apoiaram o manifesto, os vereadores Junior Sousa e Ivson Gomes de Castro. De imediato, Junior Souza sugeriu uma reunião extraordinária na primeira semana de janeiro para que essa recomposição ocorra já no referido mês.
Para eles, o projeto de lei visando à volta da gratificação, teria que ser aprovado já na primeira semana para dar tempo de entrar na folha de pagamento de janeiro, tendo em vista que hoje está vigente a Lei 173/2020 do Governo Bolsonaro que aderiu ao decreto de emergência da pandemia, não podendo conceder benefício nenhum e nem reajuste.

Ao final do manifesto, foi montada uma comissão de 15 pessoas, para uma reunião com o prefeito Duílio de Castro, na próxima segunda-feira (6), às 8 horas.
O objetivo do encontro é discutir alternativas para dar subsistência aos servidores prejudicados, como vale transporte, alimentação, cesta básica ou alguma ajuda.
Entenda o caso
Em 2018 a 5ª Promotoria de Justiça de Sete Lagoas – Curadoria de Defesa do Patrimônio Público recebeu denúncia que versava a respeito de suposta irregularidade da gratificação de 36% recebida por servidores da Secretaria Municipal de Saúde por serviço técnico, operacional e administrativo. Houve então a instauração de inquérito civil. Posteriormente, em 2019, aportou na Secretaria Municipal de Saúde a Recomendação nº 008/2019, de autoria da 5ª Promotoria de Justiça de Sete Lagoas, em que sugeria a revisão da gratificação.
Editou-se em 11 de maio de 2020 o decreto nº 6.264, que regulamentava a concessão da gratificação aos servidores. No decreto foram estabelecidos os critérios de avaliação e os parâmetros a serem atingidos pelos servidores para que fizessem jus ao recebimento do valor correspondente à integralidade do benefício. Apesar da regulamentação, o Ministério Público do Estado De Minas Gerais ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade. O Município prestou informações por meio da Procuradoria e Câmara Municipal. A 5ª Promotoria de Justiça de Sete Lagoas, então, arquivou a denúncia que deu inicio ao inquérito civil. Todavia, em 2021 a ação foi julgada e houve o entendimento por parte dos desembargadores do TJMG pela inconstitucionalidade da gratificação.

Sete Lagoas Anvisa proíbe publicidade da Semavy após anúncios em aeroporto e redes sociais
PEQUI Prefeitura de Pequi inicia distribuição gratuita de canetas emagrecedoras para moradores
PARAOPEBA Prefeitura de Paraopeba anuncia reajuste de 30% no plano de saúde Unimed BH dos servidores
PARAOPEBA Paraopeba aprova verba de R$ 2,6 milhões proveniente de acordo por Brumadinho para ampliar hospital loc
SETE LAGOAS Diagmed amplia oferta de exames em Sete Lagoas com nova ressonância magnética com inteligência artificial
FORTUNA DE MINAS Prefeitura de Fortuna de Minas divulga novos horários para urgência odontológica nas Unidades de Saúde Mín. 19° Máx. 33°

