Minas Gerais tem 147 casos confirmados do vírus Influenza A/H3N2, conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG). Os diagnósticos foram descobertos após análises clínicas realizadas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) até 23 de dezembro. Até o momento, nenhuma morte relacionada ao vírus foi identificada no Estado.
“A detecção até o momento foi apenas do subtipo A/H3N2 e nenhum outro subtipo de influenza foi identificado em 2021 no Estado”, explica a SES. As amostras clínicas detectadas são de pacientes de 48 cidades mineiras, uma do Rio de Janeiro, uma da Bahia e uma de São Paulo. O predomínio de casos está concentrado em pacientes das Regiões Central (66 casos), Sudeste (39), Sul (17) e Leste (5).
As macrorregiões de Saúde do Vale do Aço, Oeste, Jequitinhonha, Leste do Sul Norte e Nordeste detectaram a presença do Influenza A/H3N2 em uma ou três amostras cada, e demais macrorregiões não tiveram a detecção de nenhum vírus da influenza em 2021. “Já em todo o ano de 2020, a Funed detectou 489 amostras clínicas para o vírus influenza e 21 óbitos associados a influenza de todos os subtipos, e não apenas do A/H3N2”, destacou a SES.
De acordo com a secretaria, o Estado acompanha o vírus Influenza por meio da Vigilância Sentinela da Síndrome Gripal (SG), para identificar a circulação do vírus e de outros vetores de interesse epidemiológico, a virulência em cada período sazonal, existência de situações inusitadas e surgimento de novas linhagens virais. Também é feito o isolamento de espécimes virais do influenza e o envio ao Centro Colaborador de Influenza (CCI) de referência para uma adequação da vacina sazonal.
Em 2021, conforme a pasta, Minas Gerais ampliou a Vigilância Sentinela da SG com a implantação de Unidades Sentinelas (US) de SG de modo a representar todas as regiões de saúde do estado.
Para prevenir a contaminação pelo Influenza A/H3N2, a SES/MG destaca que é necessário adotar os mesmos cuidados e protocolos utilizados na prevenção da Covid-19, como:
Surto
O virus Influenza A/H3N2 causou surto e aumento na demanda por atendimento médico em São Paulo e no Rio de Janeiro nas últimas semanas. Ainda não há vacina disponível contra esta cepa. O imunizante será atualizado e deve chegar aos estados em 2022.
Em BH, o número de casos também aumentou a demanda na rede pública e a prefeitura orientou que a população procure os Centros de Saúde para desafogar os atendimentos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs).

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