Avançou sinal vermelho, parou em local proibido, esqueceu de pagar o rotativo ou passou por um radar acima da velocidade indicada? É certo que a conta vai chegar.
Em 2021, após um ano de baixa por conta da pandemia do coronavírus, a arrecadação com multas por parte da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) voltou a crescer (5,4%) na capital mineira. Mas, apesar da retomada, o investimento desses recursos em ações voltadas para o trânsito pode ser o menor já registrado desde 2013 – quando os dados começaram a ser divulgados.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), até o mês de novembro de 2021, foram arrecadados R$ 88,4 milhões com multas pagas. No mesmo período, apenas 56% desse valor (R$ 49,8 milhões) havia sido revertido para a finalidade principal dessas penalidades, que são os investimentos em melhorias no trânsito, como a implementação de faixas de pedestre, manutenção de semáforos, serviços de fiscalização e campanhas educativas.
Mesmo com a ausência dos dados relativos a dezembro, os números da prefeitura mostram uma queda na média de investimentos em trânsito ao longo do ano passado.

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