Forças de Segurança de Minas Gerais, que revindicam recomposição salarial de 24%, não se contentaram com a proposta apresentada pelo governador Romeu Zema (Novo), nesta sexta-feira (11). Reuniões entre sindicato e lideranças da categoria vão acontecer ao longo desta tarde.
O chefe do Executivo propôs aumentar de três para quatro o número de parcelas do auxílio-fardamento, no valor de R$ 1,8 mil cada uma, além de contemplar com a categoria com o retroativo, desde janeiro deste ano, do reajuste salarial de 10,06%, proposto a todos os servidores.
Em live, o deputado federal Subtenente Gonzaga, por exemplo, disse que os sindicatos de policias e parlamentares envolvidos com a categoria não foram ouvidos na construção da proposta, classificada por ele como "unilateral".
"Portanto, nossa posição não muda em relação à exigência [de recomposição salarial]. Com esse anúncio sabemos que teremos desdobramentos", prosseguiu. Ele também citou o fato de Zema ter dito que vetaria eventuais alterações propostas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Auxílio vestimenta
Segundo a secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag), Luísa Barreto, as quatro parcelas do auxílio vestimenta propostas pelo governo serão pagas em meses fixos: fevereiro, maio, agosto e novembro. Em 2022, o pagamento da parcela referente a fevereiro cairá na conta dos servidores em até 30 dias após o sancionamento da lei.
Substitutivo
Ainda conforme Barreto, o substitutivo, com as alterações sobre o número de parcelas do auxílio vestimenta e do retroativo a janeiro, será encaminhado ainda nesta sexta-feira (11) para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Segundo ela, outra mensagem será enviada à Casa Legislativa pedindo para retirar o regime de urgência de apreciação do projeto de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que poderia travar a apreciação do reajuste. "Vamos dar o máximo de celeridade à aprovação da recomposição a todos os servidores", explicou.
Tentativa de acordo
Zema apresentou a proposta para colocar fim às manifestações de servidores da segurança. Nesta manhã, o governador se reuniu com chefes da categoria, que admitiram entender que o Executivo chegou "no limite do que era possível".
Como forma de cobrar o reajuste, categorias policias entraram em regime de "estrita legalidade", e serviços deixaram de ser realizados. Os policiais penais, por exemplo, cortaram, em alguns casos, as visitas a detentos, o que gerou uma onda de protestos de pessoas ligadas a presidiários, com ônibus incendiados em BH.
Três grandes protestos foram realizados pela categoria, em Belo Horizonte. O último deles na quarta-feira (9).

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