Quem não retornou aos centros de saúde para receber a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 têm até oito vezes mais chance de morte em Minas Gerais. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) mostra que entre as 2.892 mortes pela doença ou por síndrome respiratória aguda grave, ocorridas entre janeiro até 4 de março deste ano, 219, cerca de 7%, foram registradas em quem recebeu três aplicações de imunizantes contra o coronavírus.
Se considerada a taxa de mortalidade a cada 100 mil habitantes, o percentual representa cerca de 3,11 óbitos, enquanto o índice salta para 24 em cidadãos não vacinados ou que receberam apenas a primeira dose de vacina contra a Covid. Atualmente, em Minas, 46% da população já está imunizada com as três doses.
No entanto, 2,3 milhões de cidadãos estão com a aplicação em atraso. O avanço do reforço, inclusive, é um protocolo para que as cidades mineiras liberem o uso de máscaras em locais fechados, conforme a pasta. Municípios que já têm 70% dos moradores com os três registros podem retirar a obrigatoriedade do equipamento de proteção facial nos ambientes sem ventilação adequada, como shoppings, academias, escolas e transporte público.
"Nós já percebemos que os óbitos relacionados à ômicron foram muito mais intensos em quem não tomou a segunda dose ou não tomou o reforço. Então o reforço é fundamental porque ele muda completamente o número de pacientes que vão para o hospital", disse o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, em coletiva à imprensa na semana passada.
O levantamento feito pela secretaria também mostrou que 49,8% das mortes por Covid, em 2022, foram em pessoas que receberam duas doses da vacina ou a aplicação única. Foram 1.443 óbitos, uma média de 15,8, se colocado em um universo de 100 mil mineiros.
A reportagem questionou à SES qual o perfil clínico destas vítimas, para saber se trata-se de pacientes com doenças associadas e com imunossupressão e aguarda retorno.
A prefeitura de Belo Horizonte também foi indagada para saber se há uma pesquisa do tipo para os óbitos por Covid-19, na capital, mas ainda não respondeu.

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