
Tanqueiros de Minas ameaçam cruzar os braços se, dentro do prazo de 15 dias, os governos federal e estadual não apresentarem solução para redução do preço do diesel. Sindicato da categoria alega que transporte de combustíveis está inviável.
Nesta segunda-feira (30), a categoria se reuniu em assembleia emergencial realizada pelo Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG) para discutir sobre os altos custos dos combustíveis no Brasil.
Segundo o sindicato, o diesel representa cerca de 70% dos custos do frete, "que têm inviabilizado a continuidade do transporte rodoviário de combustíveis e de derivados de petróleo”. A entidade também questiona a falta de medidas concretas e eficazes dos governantes e da Petrobras para encontrar uma resolução para o problema.
Para o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes, as medidas adotadas até agora pelos governos e pelo Congresso Nacional não resolvem o problema e” apenas tapam o sol com a peneira”. O sindicalista sugere que a solução é a extinção da Paridade de Preço de Importação (PPI) - uma política de preços que se baseia nos custos de importação - adotada pela Petrobras, em 2016.
“É preciso voltar ao que era antes de 2016, pois o mercado brasileiro não tem capacidade de suportar a precificação baseada na cotação internacional", explica Irani.
Sem acordo
No dia 13 de maio, os sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Espírito Santo e de Minas se reuniram e deram o prazo de 30 dias para que os governos federal, estaduais e a Petrobras apresentem propostas para a redução dos preços dos combustíveis.
"O governo federal, que é dono de cerca de 30% da Petrobras, precisa decretar calamidade econômica no setor de combustíveis, devido aos altos custos do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. E, diante disso, transformar sua parte na Petrobras em um fundo para achatar a curva do aumento dos combustíveis", propõe o presidente do Sindtanque-MG.
Ainda neste mês, no dia 17, houve um encontro entre a diretoria do sindicato, integrantes da Secretaria de Estado de Fazenda, da secretaria-adjunta de Planejamento e outros representantes do governo estadual, mas nenhuma proposta foi apresentada ao setor.
A reportagem procurou os governos Estadual e Federal e aguarda retorno.

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