
Mais uma morte por raiva humana foi confirmada em Minas Gerais nesta sexta-feira (17) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Trata-se do quarto caso de óbito pela doença em 2022.
De acordo com a SES, a confirmação é de uma menina de indígena, de 4 anos, moradora da zona rural de Bertópolis, no Vale do Jequitinhonha, que morreu no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo a pasta, a criança da tribo Maxakali apresentava quadro de encefalite viral, uma infecção do sistema nervoso que provoca a inflamação do cérebro. A menina, no entanto, não apresentava sinais de "mordedura ou arranhadura por morcego".
Outros três casos já foram confirmados: o primeiro registro é de um paciente de 12 anos, do sexo masculino, que veio a óbito no início de abril. O segundo é de uma adolescente, também de 12 anos, atestado em 19 de abril. A menina veio a óbito dias depois. Segundo a SES, ambos os casos estão relacionados a mordidas pelo mesmo morcego.
O terceiro caso foi atestado em 26 de abril, após os exames constatarem que um menino, de 5 anos, também havia falecido em decorrência da enfermidade. Segundo o Governo de Minas, a criança não apresentava sinais de mordedura por morcego.
Todos os óbitos registrados são indivíduos da etnia Maxacali e viviam na reserva indígena de Pradinho, também em Bertópolis.
Um outro caso suspeito, de uma menina de 11 anos, teve resultado laboratorial descartado para raiva. A paciente teve as amostras coletadas devido ao parentesco com o segundo caso confirmado, no entanto, permaneceu em leito clínico, estável e em observação até a conclusão dos exames laboratoriais. Ela recebeu alta no início de maio.
Novo caso suspeito
O executivo estadual também comunicou nesta sexta que investiga um novo caso de paciente internado com suspeita de raiva humana. Trata-se de um adolescente de 17 anos, morador da zona rural de Teófilo Otoni, na região do Vale do Mucuri.
O jovem foi internado na última terça-feira (13) apresentando sintomatologia neurológica. O paciente segue internado o resultado do exame laboratorial que vai confirmar ou não a doença.
Conforme a SES, o garoto não tem histórico de exposição a animal suspeito.
Ações de prevenção
Na tentativa de evitar mais mortes, o Estado adotou medidas emergenciais, como a vacinação imediata de mais de duas mil pessoas - cobertura vacinal de 98,5%, e animais da região.
“Outras 2.267 pessoas já tomaram a segunda dose (90,6%), observando-se um intervalo de no mínimo sete dias. Um total de 755 cães e gatos já haviam sido vacinados na zona rural de Bertópolis e região”, diz a nota.

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