
Antes da ascensão da ômicron, descoberta em novembro do último ano, a reinfecção pelo coronavírus já era um fenômeno possível, mas a variante fez casos de infecções reincidentes decolarem e o cenário tem se repetido com as subvariantes que surgiram desde então, alertam cientistas de todo o mundo. A descoberta de mais uma subvariante, a BA.2.75, também conhecida informalmente na imprensa estrangeira como “Centaurus”, acende mais uma vez o alerta para o risco de reinfecções e ressalta a necessidade de todos os públicos já convocados tomarem as doses de reforço da vacina, defende o professor de biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Renan Pedra.
“Criou-se esse senso coletivo de que você se infectava e ficava bem por seis, oito meses depois disso. Mas estamos vendo pessoas infectadas pela ômicron e reinfectadas por subvariantes em três, quatro meses. Os sintomas podem, sim, ser reinfecção, então busque um diagnóstico e se proteja para não se infectar. A reinfecção já foi algo raro, mas agora falamos dela com frequência”, pontua o pesquisador, um dos responsáveis pela identificação de variantes em Minas Gerais.
A ômicron é mais transmissível que as variantes anteriores e escapa pelo menos parcialmente da proteção conferida pelas vacinas e pelas infecções prévias, por isso hoje é a versão predominante do coronavírus no mundo. Há evidências de que a BA.2.75, que descende da ômicron, seja ainda mais transmissível, o que poderia levá-la a predominar sobre as demais. A variante se dissemina pela Índia e já chegou aos EUA. No Brasil, o Ministério da Saúde não notificou a presença da BA.2.75. Na China, o governo também notificou o surgimento de outra subvariante, a BA.5.2.1.
Em meio ao novo aumento de casos de Covid-19 no mundo, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, nesta terça-feira, que a crise sanitária ainda é uma preocupação. "Novas ondas do vírus mostram, mais uma vez, que a Covid-19 está longe de ter terminado", disse Tedros, em uma entrevista coletiva em Genebra, segundo a agência "AFP".
As vacinas atuais são menos eficazes para precaver contra a infecção pelas subvariantes da ômicron, mas ainda protegem contra as formas mais graves de Covid-19. Por isso, alerta Renan, é imprescindível tomar as doses de reforço. Em Belo Horizonte, todos os maiores de 12 anos já foram convocados para a terceira dose e pessoas acima de 40 anos, profissionais da saúde e quem tem imunossupressão, para a quarta. É possível receber o reforço quatro meses após a dose anterior de imunizante e todos os endereços de vacinação estão disponíveis no site da prefeitura.

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