
Ao cumprirem um mandado de apreensão por tráfico de drogas contra um adolescente de 17 anos, no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte, policiais militares acabaram descobrindo uma fábrica clandestina que falsificava uma das cachaças mais tradicionais de Salinas, a Havana, marca cuja garrafa custa entre R$ 400 e R$ 600.
O sargento Giovani de Almeida, da 2ª Companhia Tático Móvel do 34º Batalhão, conta que eles chegaram à residência, na rua Encantado, e se depararam com o avô do menor, de 65 anos, que autorizou a entrada e se retirou. “Fizemos as buscas, localizamos o alvo do mandado e acabamos surpreendidos pela grande quantidade de garrafas, rótulos e outros materiais usados na falsificação. A fabricação era feita pelo adolescente e pelo avô, que acabou fugindo. Não tínhamos como saber o que iríamos encontrar lá dentro”, detalha o militar.
O rapaz confessou aos policiais que eles compravam cachaça de procedência duvidosa e usavam panelas para ferventar a bebida com cravo e canela, na tentativa de aproximar o sabor da cachaça mundialmente famosa. “Eles colocavam nas garrafas e tampavam com a prensa. Tinha várias garrafas e tampinhas, que eles raspavam e deixavam na umidade para parecerem envelhecidas, que é uma característica da Havana”, explicou o sargento Giovani.
Ao todo foram apreendidos na casa sete munições de calibre .32, duas porções de maconha, 142 garrafas falsificadas de Havana já embaladas, seis prensas, quatro caixas com rótulos da cachaça, três tonéis da bebida, dois fardos de embalagens, um carimbo, 14 garrafas vazias, tampas avulsas e selos de autenticação.

Ainda em conversa com os policiais, o adolescente confessou que cada garrafa falsificada era revendida por R$ 400 a R$ 500. “Eles tinham compradores, normalmente pessoas mais velhas, que tinham conhecimento da procedência do produto e chegavam a exportar para outros países”, lembrou o policial.
Na companhia da PM, a mãe do adolescente compareceu bastante nervosa, xingando os policiais afirmando que eles deveriam estar prendendo bandidos. “Ela não sabe o mal que esta prática está causando às pessoas. Essa é uma cachaça de nome, enquanto essa falsificação estava sendo consumida por gente de todo o mundo como se fosse ela”, aponta o sargento Giovani.
Agora o menor será encaminhado à delegacia e, lá, a Polícia Civil (PC) encaminhará os materiais para investigar a conduta da família e, caso seja comprovado, penalizar o avô.

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