
Mais de 3,7 mil pessoas estão na fila de espera por um transplante de córnea em Minas Gerais, a maior já registrada no estado, com um tempo médio de espera de dois anos e meio.
A pandemia de Covid-19 impactou significativamente essa fila, reduzindo a captação de doadores de coração parado, que eram a principal fonte de córneas para transplantes.
Atualmente, a maioria das doações vem de doadores de morte encefálica, o que limita a disponibilidade de córneas.
O MG Transplantes enfatiza a necessidade de aumentar a notificação de potenciais doadores nos hospitais e ampliar a conscientização sobre a doação de órgãos.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) oferece incentivos financeiros para hospitais que cumprirem metas de captação e está promovendo novos treinamentos para as comissões intra-hospitalares de doação.
Testemunhos, como o de Paulo Roberto Ribeiro, de 76 anos, que recebeu um transplante de córnea após quatro anos na fila, destacam a importância da doação para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Minas Gerais possui três bancos de tecidos oculares, sendo o principal no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

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