
A Justiça estadual condenou o ex-vereador de Belo Horizonte Sandro Saltara (PCdoB) e ex-servidores de seu gabinete por participação em um esquema de “funcionários fantasmas” entre 2013 e 2016. A decisão, assinada pelo juiz Mateus Bicalho de Melo Chavinho, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal, determinou a devolução de valores desviados aos cofres públicos.
De acordo com a sentença, o ex-parlamentar nomeou sua amante, identificada pelas iniciais A.O., para um cargo comissionado na Câmara Municipal, embora ela nunca tenha comparecido ao trabalho. Ex-funcionários e testemunhas relataram que a presença da servidora era registrada manualmente pelo próprio vereador, sem a assinatura dela.
A defesa alegou que a nomeada exercia trabalhos externos de “mobilização social”, porém a Justiça concluiu que não há qualquer comprovação dessas atividades. Para o juiz, visitas a eleitores não configuram interesse público, mas sim propaganda política irregular.
A investigação apontou ainda que a nomeação serviu a interesses pessoais: o salário pago pela Câmara funcionava, na prática, como forma de sustento da amante e como pensão para o filho do ex-vereador com ela. O esquema também envolvia outros aliados, que recebiam salários sem trabalhar e repassavam parte dos valores ao político, caracterizando rachadinha.
Pelo desvio, Sandro Saltara e A.O. foram condenados a devolver solidariamente R$ 637.638,08 aos cofres municipais. A decisão reforça o entendimento da Justiça sobre a ilegalidade da nomeação de servidores fantasmas e do uso da máquina pública para fins pessoais e políticos.
Desabamento MPMG afirma que tentava interditar asilo que desabou em BH desde 2017
Desabamento Buscas por vítimas de desabamento em lar de idosos terminam após quase 30 horas em Belo Horizonte
Resgate Idoso de 87 anos é resgatado com vida após desabamento de lar de idosos em Belo Horizonte Mín. 20° Máx. 28°


