
O fim da patente da semaglutida, substância ativa presente no Ozempic, passa a valer nesta sexta-feira (20/3) e abre espaço para que outras farmacêuticas desenvolvam medicamentos com o mesmo composto. Apesar da expectativa de redução de preços, o impacto no bolso do consumidor não deve ser imediato.
Isso porque a liberação de versões similares ou genéricas ainda depende da análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo que pode levar meses. “Não haverá produtos mais baratos disponíveis nas farmácias já no dia seguinte, nem uma queda automática nos preços”, explica a advogada Renata Balthazar Pereira Alves, especialista em direito público.
De acordo com ela, os primeiros concorrentes do Ozempic devem chegar ao mercado apenas no segundo semestre de 2026. A previsão é de que a redução mais significativa de preços leve entre seis e 18 meses após o fim da exclusividade da Novo Nordisk.
“A tendência é de quedas iniciais mais discretas, que vão se ampliando gradualmente conforme mais empresas passam a ofertar o medicamento”, afirma Renata.
Até agora, a Anvisa ainda não aprovou nenhuma versão similar ou genérica da semaglutida, embora pelo menos 15 pedidos já estejam em análise.
Além das exigências regulatórias, há também desafios técnicos que podem retardar esse processo. “A produção da semaglutida é complexa e exige tecnologia avançada”, destaca a especialista.
O medicamento atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1, ajudando a controlar os níveis de glicose no sangue e aumentando a sensação de saciedade. Ele é indicado principalmente para adultos com diabetes tipo 2, obesidade ou sobrepeso.
Mesmo com a entrada de concorrentes, especialistas apontam que a queda de preço tende a ser mais limitada do que em medicamentos mais simples. Isso ocorre porque a produção de fármacos injetáveis e complexos, como a semaglutida, exige rigoroso controle de qualidade, estabilidade molecular e testes clínicos extensivos.
“O preço pode até cair, mas dificilmente atingirá níveis semelhantes aos de genéricos tradicionais”, conclui Renata.
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