
Um habeas corpus concedido pelo ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), beneficiou com a soltura todos os 16 presos da Operação Capitu, acusados pela Polícia Federal de integrarem um suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, entre 2013 e 2015.
A liminar concedida pelo juiz neste domingo (11) favorecia o ex-secretário de Defesa Agropecuária Rodrigo Figueiredo. Porém, com a decisão, o benefício foi estendido aos outros presos provisórios. Entre eles, o vice-governador Antônio Andrade (MDB), preso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro; o deputado estadual João Magalhães (MDB); o empresário Joesley Batista, sócio da J&F Investimentos; o ex-ministro da Agricultura Neri Geller e até o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que já estava preso em Curitiba, no âmbito da Operação "Lava Jato" e, por isso, continua cumprindo pena.
Em sua decisão, o ministro Nefi Cordeiro argumentou que houve excessos nas prisões, uma vez que os suspeitos são acusados de ocultação de fatos, o que, no entender do ministro, “não significa que se prejudique a colheita de provas”.
Nesta segunda-feira (12), um dos sócios do Supermercado BH acusado de envolvimento no suposto esquema de corrupção, Waldir Rocha, chegou a se apresentar na sede da PF. Ele estava no Uruguai quando a Operação Capitu foi deflagrada. Também previsto para comparecer à Polícia Federal nesta segunda-feira, o advogado Odo Adão Filho, beneficiado com a decisão do STJ, não compareceu à PF.
Corrupção
Parlamentares do MDB e empresários são acusados pela PF de manter um suposto esquema de propina no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para beneficiar empresas de Joesley Batista, incluindo a JBS. Em Minas, o vice-governador Antônio Andrade é acusado de receber R$ 15 milhões para aprovar políticas favoráveis à JBS quando ocupou o cargo de ministro da Agricultura, entre 2013 e 2014.


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