
O primeiro caso de cachorro infectado com varíola dos macacos foi identificado em Paris, na França. A informação é de um estudo publicado na revista científica “The Lancet” na última semana. O animal também apresentou lesões semelhantes às que aparecem em humanos na pele.
Para os pesquisadores, o cachorro pode ter sido contaminado pelos próprios tutores enquanto dormia com eles. Dentre os sintomas, o animal teve bolhas grandes na região da barriga e uma ulceração no ânus, além de lesões na pele e membranas mucosas.
Conforme o estudo, o vírus que contaminou o animal é o mesmo que infectou um dos tutores. Além disso, os primeiros sintomas no cachorro surgiram 13 dias após os donos aparecerem com os sinais da doença.
De acordo com o “The Lancet”, os homens, de 44 e 27 anos, foram até o Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, na França, no dia 10 de junho deste ano. Eles estavam com ulceração anal, lesões no corpo, dores de cabeça e febre. Ambos tiveram diagnóstico positivo para varíola dos macacos.
No entanto, 13 dias após o início dos sintomas, o cachorro deles, um galgo italiano, de 4 anos, apresentou lesões na pele. Após uso de um protocolo de PCR adaptado - com raspagem de lesões, swab do ânus e cavidade oral - , os cientistas identificaram as sequências de DNA do vírus da varíola dos macacos. Os dois relataram que dormem juntos com o cachorro.
Após o diagnóstico, o cão também foi isolado para não ter contado com outros animais. Segundo os pesquisadores, em países endêmicos, foram identificados o vírus apenas em roedores e primatas.
“A infecção entre animais domesticados, como cães e gatos, nunca foi relatada. Até onde sabemos, a cinética do início dos sintomas em ambos os pacientes e, subsequentemente, em seu cão, sugere a transmissão do vírus da varíola dos macacos de humano para cão. Dadas as lesões cutâneas e mucosas do cão, bem como os resultados positivos da PCR do vírus da varíola dos macacos de swabs anais e orais, hipotetizamos uma doença canina real, não um simples transporte do vírus por contato próximo com humanos ou transmissão aérea (ou ambos)”, destacou o estudo.
“Nossas descobertas devem estimular o debate sobre a necessidade de isolar animais de estimação de indivíduos positivos para o vírus da varíola dos macacos. Apelamos a uma investigação mais aprofundada sobre transmissões secundárias através de animais de estimação”, concluiu.

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