
A Delegacia de Homicídios em Sete Lagoas está investigando diariamente a autoria do homicídio do feto envolto em um saco plástico e jogado na Avenida Dr. Renato Azeredo, cruzamento com a Avenida Prefeito Alberto Moura, bairro Distrito Industrial. A garantia é da delegada Stefania Nunes Valgas. “Toda nossa equipe está empenhada neste caso, todos os investigadores, mas precisamos da ajuda da população”, destaca. Até o momento, não há uma pessoa suspeita de ter praticado o crime.
O feto de 7 a 9 meses, pelos indícios, teve o crânio espancado. A pessoa que matou o feto do sexo masculino possivelmente teve parto normal. “Nenhum dos hospitais ou unidades de saúde registraram a entrada de uma mulher grávida ou que tenha feito pré-natal”, informou a delegada Stefania Valgas, titular da Homicídios.
A ausência de testemunhas e o local ermo onde o feto foi abandonado prejudicam as investigações da Polícia Civil para chegar até a pessoa que cometeu o crime, pondera a delegada Stefania Valgas. “As imagens mais próximas que temos do local são das câmeras da Apac, mas não nos mostram o que precisamos”, acrescenta.
Nota da Polícia Civil - O crime ocorrido no dia 29 de junho fez com que a Polícia Civil de Minas Gerais divulgasse nota oficial em que demonstra a importância da população em ajudar nos trabalhos com informações.
Segundo a Polícia Civil, hospitais e demais unidades de saúde de Belo Horizonte e de Sete Lagoas e região foram notificados a informar a PCMG, caso alguma mulher com sinais de gravidez recente procure as unidades.
É importante lembrar que as informações sobre mulheres que estavam entre o sétimo e o oitavo mês de gestação, moradora de Sete Lagoas e adjacências, que não tenha voltado para a casa com a criança podem ser repassadas à PCMG pelo telefone (31) 3697-2576 ou pelo Disque-denúncia 181(anônima).
As investigações ainda pretendem identificar um motociclista ou motorista de algum veículo de menor porte que pode ter passado por cima da criança, provavelmente sem saber que se tratava de um bebê. Informações sobre esse motorista, considerado testemunha no caso, podem também auxiliar no andamento do trabalho investigativo. Fonte ouvida com exclusividade pelo Megacidade.com aponta para a possibilidade do feto ter sido atropelado de forma acidental e, por isso, os órgãos internos terem ficado expostos na Avenida Perimetral, nas imediações da APAC.

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