
Patrocinado pela Petrobrás, numa parceria que perdura há 14 anos, o Grupo Galpão dá vazão a um antigo sonho e personifica em seu novo espetáculo reflexões sobre a passagem do tempo e a criação artística. Com 25 canções de montagens anteriores como “Corra enquanto é tempo (1988), “Tio Vânia” e “Eclipse” (2011) e outras que fizeram parte de workshops internos, o espetáculo que será apresentado neste domingo a partir das 20h no Parque Náutico da Boa Vista, promete encantar e fechar com maestria e beleza a programação do Festival da Vida que acontece pela terceira vez em Sete Lagoas.
Uma cantoria de atores à beira do rio, em noite de lua cheia, durante uma das inúmeras turnês da companhia pelo Vale do Jequitinhonha, foi inspiração para a criação do novo trabalho do Grupo Galpão. Com direção de Lydia Del Picchia e Simone Ordones, o experimento foge ao rótulo de um espetáculo, lançando aos atores do grupo, o desafio de se reinventar, em cena e na relação com o público. Mais próximo de um sarau literário musical, “De Tempo Somos” traduz um antigo projeto do Galpão de celebrar, em formato prático e reduzido, o encontro da música com o teatro, que se tornou uma marca do grupo, em mais de 30 anos de história.
Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como “Corra enquanto é tempo” (1988) e “Álbum de Família” (1990), passando por “Romeu e Julieta” (1992), “Um Molière Imaginário” (1997), “Partido” (1999), até espetáculos mais recentes como “Tio Vânia” e “Eclipse” (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez. “A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva”, explica Lydia Del Picchia.
A etimologia da palavra “recordar”, que vem do latim “recordis”, significa passar de novo pelo coração. Segundo Simone Ordones, várias músicas que marcaram o repertório de espetáculos do grupo são revisitadas e recontextualizadas: “o foco desse sarau não é nostálgico, mas visa o futuro, o que está por vir; celebra o que foi feito para apontar possíveis caminhos para o futuro”, explica.

A cantoria vem acompanhada de textos escolhidos por Eduardo Moreira e Lydia Del Picchia, que falam da passagem do tempo e do estado embriagado e libertador que é inerente à criação artística. Reflexões e poemas de Eduardo Galeano, Anton Tchékhov, Olga Knipper, Calderón de la Barca, Charles Baudelaire, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Jack Kerouac, Paulo Leminski e José Saramago, compõem esse caleidoscópio em que os atores do Galpão compartilham, com o público, suas indagações e vivências artísticas.
No elenco figuram Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones, *Inês Peixoto (atriz curinga). Na equipe de criação:
DIREÇÃO: Lydia Del Picchia e Simone Ordones; DIREÇÃO MUSICAL, ARRANJOS e TRILHA SONORA: Luiz Rocha; PESQUISA DE TEXTO: Eduardo Moreira; FIGURINO: Paulo André; PREPARAÇÃO VOCAL: Babaya; PREPARAÇÃO CORPORAL: Fernanda Vianna; ILUMINAÇÃO: Rodrigo Marçal; DESIGN SONORO: Vinícius Alves; AULAS DE PERCUSSÃO: Sérgio Silva; ASSESSORIA NA CENA “A CARTEIRA”: Diego Bagagal; ASSESSORIA DE ILUMINAÇÃO: Chico Pelúcio; REVISÃO DE TEXTOS: Arildo de Barros e VOZ EM OFF: Teuda Bara.
Os arranjos são baseados em arranjos originais de Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, do repertório musical do Grupo Galpão. A montagem ainda possui fragmentos de textos de Eduardo Galeano, Charles Baudelaire, Olga Knipper, Jack Kerouak, Nelson Rodrigues, Anton Tchékhov, José Saramago, Paulo Leminski e Calderón de La Barca.
E como nenhuma história se constrói sozinha, o Grupo mineiro dedica seus agradecimentos a: Carlos Del Picchia, Cia. Pierrot Lunar, Coven, Fernanda Werneck, Liliane Rebehy, Marcelo Alvarenga, Márcio Medina, Milton Nascimento, Mônica Ribeiro, Suzana Bastos, Tim Rescala e Wilson Lopes. Em especial a Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, “que foram responsáveis pela introdução e desenvolvimento da música em nosso teatro”.
O Festival da Vida é apresentado pelo Circuito Cultural Cimento Nacional e realizado pela Prefeitura de Sete Lagoas e Associação Cultura Livre.
SERVIÇO
Grupo galpão em: De Tempo Somos – Um Sarau do Grupo Galpão
Quando: 03 de junho, domingo às 20h
Onde: Parque Náutico da Boa Vista
Entrada franca e Classificação Livre
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