
A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma nova operação de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. De acordo com a defesa, os policiais procuravam armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum desses materiais foi encontrado.
A informação foi divulgada pelo advogado João Henrique Freitas em uma publicação na rede social X. Segundo ele, o mandado de busca foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação ocorreu após Moraes manter a prisão domiciliar do ex-presidente e determinar a entrega de todas as armas registradas em seu nome à Polícia Federal.
Em nova manifestação apresentada ao STF, a defesa informou que uma espingarda atribuída ao acervo de Bolsonaro nunca deixou a empresa de artigos bélicos localizada em Caxias do Sul (RS), onde permanece desde que foi recebida como presente pelo ex-presidente. Os advogados afirmam que o armamento jamais foi retirado do estabelecimento.
As seis armas já entregues pelo Exército à Polícia Federal são uma pistola Taurus calibre .380, uma pistola Taurus calibre .40, um fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, uma pistola Arex calibre 9 mm e uma pistola SIG Sauer calibre 9 mm.
A determinação para o recolhimento de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro foi tomada após a apreensão, em 15 de junho, de uma arma registrada em seu nome durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal envolvendo um de seus agentes de segurança.
Em depoimento, o ex-presidente reconheceu ser o proprietário da arma e afirmou que ela permanecia em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar porque, segundo seu relato, havia três mulheres na casa e ele não poderia permanecer desarmado.
Após o episódio, Alexandre de Moraes determinou que todas as armas registradas no Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro fossem entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
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